Saúde

Análise ao sangue poderá identificar casos mais agressivos de cancro da próstata


 

Lusa/AO online   Internacional   9 de Out de 2012, 16:47

Uma análise ao sangue poderá diagnosticar a forma mais agressiva de cancro da próstata, permitindo aos médicos rastrear a marca genética que o tumor deixa nas células afetadas, noticia esta terça-feira a revista The Lancet Oncology.

Com este teste, os investigadores podem observar se os genes do paciente sofreram alguma alteração atribuível à presença de um tumor da próstata, doença que pode levar anos a manifestar-se.

Atualmente, os médicos realizam uma biópsia para determinar a agressividade do tumor, mas os cientistas esperam que no futuro este tipo de análise forneça dados mais precisos do que a biópsia.

A reação dos homens ao cancro da próstata é muito variável. Alguns pacientes nunca revelam sintomas, uns respondem bem ao tratamento e outros desenvolvem resistências.

Uma equipa de cientistas liderada por Johann de Bono, do Institute of Cancer Research e do Royal Marsden NHS Foundation Trust, ambos no Reino Unido, testou a análise em 94 pacientes e conseguiu dividi-los em vários grupos a partir dos resultados da análise.

Os investigadores conseguiram assim distinguir o grupo de pacientes com pior prognóstico, que sobreviveram em média nove meses, quando os restantes participantes do estudo sobreviveram 21 meses.

O teste voltou depois a ser aplicado a outros 70 pacientes, tendo sido encontrados nove genes que permitiram identificar com precisão aqueles que tinham menos probabilidade de sobreviver ao cancro.

Nos EUA, cientistas do Dana-Faber Cancer Institute e do Memorial Sloan-Kettering Cancer Centre investigaram uma análise semelhante, também para casos de cancro da próstata, e descobriram seis genes que permitem dividir os pacientes em dois grupos segundo o nível de gravidade.

Malcolm Mason, investigador da organização britânica Cancer Research UK, afirmou que estes resultados são importantes porque a análise não só ajudará a identificar os pacientes com pior prognóstico, mas também servirá para eleger o tratamento mais eficaz para cada um deles.

Em Portugal são diagnosticados entre três e quatro mil novos casos de cancro da próstata por ano e no mesmo período morrem entre 1.500 e 1.800 homens. Aquela doença representa a segunda causa de morte por cancro no homem e é responsável por cerca de 10 por cento da mortalidade por cancro.

Estima-se que um em cada seis homens venha a ter um diagnóstico de cancro da próstata ao longo da vida e um em cada 35 virá a falecer desta doença.


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