Alonso Miguel aponta alterações climáticas como um dos maiores desafios para a Região

Com a meta de atingir 70% de energia verde até 2030, o secretário regional do Ambiente apela à mobilização de cidadãos, empresas e comunidade científica



O secretário regional do Ambiente, Alonso Miguel, recordou na sessão de abertura do evento “Da ação local ao impacto global”, em Angra do Heroísmo, que as alterações climáticas “configuram, muito provavelmente, um dos maiores desafios com que a humanidade jamais se deparou”. O encontro inseriu-se nos Climate Action Days, promovidos no âmbito do Pacto Europeu para o Clima, com o Instituto Politécnico de Portalegre, em parceria com a Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente da Universidade dos Açores.

Para o governante, o fenómeno exerce “pressão cada vez maior sobre as comunidades, os recursos naturais, a biodiversidade e os ecossistemas”, com “elevado potencial para gerar impactos significativos em setores relevantes (...) como a agricultura, as pescas, o turismo, a indústria ou os transportes”, segundo nota publicada no portal do executivo regional.

Neste contexto, Alonso Miguel destacou projetos em curso como o “Roteiro para a Neutralidade Carbónica dos Açores” e o “Projeto LIFE IP CLIMAZ”. Enfatizou ainda a “criação de Cartografia de Risco” e, no campo científico, “a implementação do Observatório Climático do Atlântico (...) e a modernização tecnológica do Observatório da Montanha do Pico”.

Ao nível da transição energética, após referir os 60 milhões de euros do programa SOLENERGE, elogiou o papel da EDA e da EDA Renováveis: “Nos últimos cinco anos (...) realizaram investimentos que ascenderam a cerca de 150 milhões de euros”. Revelou que estão previstos novos projetos de 120 milhões de euros para “atingir uma taxa de renováveis entre os 65% e 70% nos Açores, até 2030”.

A proteção marinha e o sequestro de carbono foram outros pontos focados. O governante salientou a importância de recuperar turfeiras e defendeu que “a criação da nova rede de áreas marinhas protegidas dos Açores, com o objetivo de proteger 30% do mar (...) é um exemplo na Proteção Marinha, que nos orgulha, prestigia e coloca os Açores em destaque no panorama internacional”.

Reconhecendo que há impactos inevitáveis, recordou o Regime Jurídico-Financeiro de Apoio à Emergência Climática, que em 2022 já apoiou mais de 110 famílias e empresas.

Finalizou referindo que o diálogo entre instituições, academia e sociedade civil é fundamental “em busca de soluções eficazes para dar resposta aos crescentes desafios” impostos pelo isolamento do arquipélago.  

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