Aviação

Alitalia prevê despedir 4500 funcionários

Alitalia prevê despedir 4500 funcionários

 

Lusa/AO online   Economia   2 de Set de 2008, 17:19

O número de despedimentos previstos no plano de saneamento e relançamento da Alitalia deverá rondar os 4500, um número inferior às primeiras estimativas, disse fonte sindical.
Até agora, o número de despedimentos oscilava entre os 5.000 e 7.000, segundo a imprensa italiana.

    "O número de empregados em excesso deverá rondar os 4.500", disse à agência AFP uma fonte sindical, confirmando a informação divulgada hoje pelo o diário italiano Repubblica, que avançava que este valor tinha sido comunicado na semana passada pelo Governo aos sindicatos que representam os trabalhadores da companhia aérea.

    Segundo outras fontes sindicais citadas pela agência Ansa, deverão ser despedidos 2.500 trabalhadores de terra, 1.500 hospedeiras e 500 pilotos.

    "Ainda não tivemos conhecimento do plano de saneamento da Alitalia, pelo que não podemos comentar os números de despedimentos", afirmou à AFP Guido Barcucci, representante sindical da CGIL, a principal confederação italiana.

    "Mesmo assim, estes números são preocupantes", acrescentou Guido Barcucci, referindo que espera receber todos os dados antes da reunião de quinta-feira entre os sindicatos e o Governo.

    Depois de uma primeira reunião, que decorreu na segunda-feira, as negociações entre o Governo e os sindicatos deverão continuar na quinta-feira, prevendo-se a conclusão das negociações até ao final da próxima semana.

    O projecto de relançamento da Alitalia, denominado "Fénix" e elaborado pelo banco Intesa SanPaolo, prevê a divisão da companhia aérea, da qual o Estado italiano possui 49,9 por cento, em duas partes.

    A primeira seria administrada pelo grupo de 16 empresários italianos que na terça-feira constituíram uma nova sociedade para adquirir a Alitalia, enquanto a segunda parte, que deverá ficar sob administração especial, assumiria as dívidas.

    Denominada Companhia Aérea Italiana, a sociedade, que se compromete a investir 200 milhões de euros, é presidida pelo patrão da Piaggio, Roberto Colaninno.

    A Alitalia, que vive uma situação financeira crítica, procura há quase dois anos um comprador.

    Depois do fracasso das negociações com Air France-KLM, o presidente do Governo, Silvio Berlusconi, assegurou que um grupo de empresários italianos a compraria para evitar que caísse em mãos estrangeiras.

    A companhia franco-holandesa Air France-KLM foi, até à data, a candidata mais firme à compra da Alitalia e negociou durante meses, até que finalmente decidiu romper os contactos devido a divergências com os sindicatos italianos.

    A Alitalia acumula uma dívida de 1.164 milhões de euros e perde cerca de um milhão de euros por dia, segundo os últimos dados publicados.

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