Açoriano Oriental
Aliança denuncia falta de controlo nos portos e marinas dos Açores

O líder do Aliança nos Açores denunciou a falta de controlo nos portos e marinas da região “fora do horário de expediente”, uma situação que diz ser “de lamentar” em contexto de pandemia da covid-19.

Aliança denuncia falta de controlo nos portos e marinas dos Açores

Autor: Lusa/AO Online

Em declarações à agência Lusa, Paulo Silva afirmou que “os funcionários da Portos dos Açores não estão a fazer controlo de entrada de embarcações ao fim de semana e a partir das 17 horas”.

“Não podemos permitir esses riscos numa situação pandémica, que ainda estamos a passar”, atirou, admitindo que “o próprio Governo Regional tem tido uma atitude muito cooperativa e coerente em todas as decisões que tem tomado”.

Ainda assim, o empresário apontou para “uma redução de verba para esta situação [de controlo de embarcações nos portos e marinas dos Açores], o que é de lamentar”, considerou, defendendo que “não se pode permitir esses riscos numa situação pandémica, que ainda estamos a passar”.

O líder regional do Aliança falava depois de ter apresentado hoje, na marina de Velas, em São Jorge, o balanço de uma viagem de iate pelas ilhas do grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa), em que pretendia “ver os investimentos que o Governo [Regional] tem feito e identificar alguns erros e lacunas”.

Paulo Silva alertou para a “falta de uma marina na zona de São Roque da ilha do Pico, que é fundamental e estratégica” e para “a marina das Velas, que tem uma dimensão muito reduzida”, tendo iates “em lista de espera”, bem como “a marina da Horta, que há dias em que atinge uma lista de espera de mais de 100 iates”.

O presidente da estrutura regional do partido afirmou, ainda, que os Açores têm “três grupos e uma ilha esquecida, que é a ilha branca”, referindo-se à Graciosa.

Questionado pela agência Lusa sobre a apresentação das listas de candidatos para as eleições legislativas regionais, o membro do Aliança adiantou que já tem “algumas ilhas fechadas”, como São Miguel e Terceira e que, noutras ilhas, as listas estão “bem encaminhadas”.

O programa está na “fase final de estruturação” e o partido pretende apresentar candidatos “em cada ilha em que as pessoas quiserem dar quatro anos da sua vida à causa pública”, referiu.

O partido trabalha agora para “perceber as especificidades e os investimentos prioritários que cada ilha deve ter”, numa estrutura que quer “acabar com as mordomias” e ter os membros que espera eleger “a maior parte do tempo na sua ilha, a desenvolver e a conhecer os anseios e as dificuldades da população, e deslocar-se ao parlamento unicamente para o plenário”.

Ainda sem adiantar muito do que poderá figurar no roteiro político com que se apresentarão às eleições regionais, destaca a cultura como “grande bandeira”, apontando para a necessidade de criar uma “economia cultural”.

“Tem sido um lapso não ter a cultura ligada ao turismo, ao longo destes 24 anos”, concluiu o promotor cultural.


 
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