Advogado das vítimas da Casa Pia quer que arguidos indemnizem instituição


 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Dez de 2008, 11:03

O advogado que representa as vítimas de abuso sexual da Casa Pia pediu hoje ao tribunal que condene os arguidos do processo a pagarem indemnizações à instituição por "danos patrimoniais e não patrimoniais".
 Nas suas alegações finais, o advogado Miguel Matias, referindo-se aos pedidos de indemnização cível, afirmou que a conduta dos sete arguidos acusados de crimes de abuso sexual de menores e de lenocínio (fomento à prostituição) fez com que "o bom nome da Casa Pia ficasse irremediavelmente maculado".

    "Serão necessárias décadas para que esta ignomínia de ligação à pedofilia desapareça da Casa Pia de Lisboa", afirmou o advogado.

    Admitindo a "irrecusável negligência da Casa Pia na vigilância dos jovens em que as vítimas foram justamente os mais frágeis, os internados", Miguel Matias contrapôs que "nunca pode ser cerceado o direito da Casa Pia ser indemnizada pelos danos gerados pelos actos dos arguidos".

    Em relação ao sofrimento das vítimas resultante da negligência da instituição, considerou que essa responsabilidade já foi parcialmente ressarcida com as indemnizações atribuídas às vítimas por um tribunal arbitral constituído especialmente para o efeito.

    Referindo-se aos arguidos Carlos Silvino e Manuel Abrantes, respectivamente, ex-motorista e ex-provedor adjunto da Casa Pia, pediu indemnização por danos patrimoniais por peculato de uso relacionado com a utilização de veículos e instalações da Casa Pia para cometer actos de abuso sexual.

   


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