Açorianos não pagarão "coisa nenhuma" por descontaminação na Terceira

Açorianos não pagarão "coisa nenhuma" por descontaminação na Terceira

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Fev de 2018, 18:00

O secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares dos Açores assegurou esta quarta-feira que os cidadãos da região não irão pagar "coisa nenhuma" no processo de descontaminação ambiental na ilha Terceira devido ao uso militar das Lajes.

"O Governo dos Açores, os açorianos e as açorianas não pagarão coisa nenhuma sobre a descontaminação na ilha Terceira", vincou Berto Messias, falando em debate na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA).

Sublinhando que o assunto das Lajes e da descontaminação "é provavelmente o assunto mais debatido e discutido" no parlamento açoriano "na última década", o governante valorizou todavia um "conjunto de medidas, diligências e ações para monitorizar as zonas identificadas como contaminadas e para salvaguardar uma matéria absolutamente fundamental, a segurança do consumo da água do concelho da Praia da Vitória".

Há uma "nova fase política e até diplomática" neste ponto, insistiu, em debate a propósito de dois projetos de resolução de PSD e CDS-PP sobre o tema.

Recentemente, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, sublinhou também o "novo impulso" trazido pelo embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) na questão da descontaminação ambiental na ilha Terceira devido ao uso militar das Lajes.

Há, diz o líder do executivo açoriano, a "necessidade de corrigir uma situação que deriva da presença norte-americana na base das Lajes", sendo que a "preocupação principal do Governo Regional tem a ver com questões de saúde pública".

Vasco Cordeiro reiterou esperar no final do primeiro semestre ou na próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente, o que suceder primeiro, "resultados e evidências quanto ao trabalho que está a ser feito" no que se refere à descontaminação.

Também recentemente, na Assembleia da República, o ministro dos Negócios Estrangeiros afastou preocupações sobre a eventual contaminação da água na ilha Terceira, mas o Governo quer ver esclarecida a situação de alguns terrenos.

A "monitorização constante" que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) faz demonstra que "não há nenhum limiar de segurança em matéria de qualidade de água abastecida à Praia da Vitória que tenha sido violado ou infringido ou superado", disse no parlamento Augusto Santos Silva, ouvido na comissão de Ambiente sobre a descontaminação ambiental na base das Lajes.

Quanto à contaminação dos solos, a Força Aérea norte-americana e o LNEC identificaram 41 locais para análise, tendo sido referenciados quatro sítios contaminados.

O Governo dos Açores informou hoje que já fez chegar ao parlamento da região o relatório do LNEC de monitorização de água no concelho da Praia da Vitória.



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