“Em maio, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 448,7 mil dormidas, valor inferior em 2,2% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.
Esta é a oitava descida homóloga consecutiva no número de dormidas em alojamentos turísticos na região, de acordo com os resultados preliminares de maio.
Nos primeiros cinco meses do 2026, os Açores somaram 1,3 milhões de dormidas em alojamentos turísticos, o que representou uma diminuição de 5,6% face ao período homólogo.
O número de hóspedes contabilizados em maio (104,5 mil) até aumentou ligeiramente (0,4%) face ao período homólogo, mas a estada média (3,19 noites) foi mais baixa (-0,2%).
A redução de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 2,8% neste mês, segundo o SREA.
Das mais de 448 mil dormidas registadas em maio nos Açores, quase três quartos (73,5%) foram de turistas estrangeiros, que somaram 330 mil dormidas.
O mercado nacional representou 118,7 mil dormidas, equivalentes a 26,5% do total.
A quebra registada em maio é justificada pela redução de dormidas de turistas nacionais (-11%), já que os mercados externos registaram um acréscimo homólogo de 1,5%.
Entre os mercados externos, a Alemanha foi o maior mercado emissor, em maio, com 63,8 mil dormidas (19,3% das dormidas de residentes no estrangeiro), registando um aumento homólogo de 21,9%.
Em segundo lugar, com um número próximo, surgem os Estados Unidos da América, com 63,7 mil dormidas (19,3%), que apresentaram um crescimento de 17,4%, e em terceiro a França, com 27,1 mil dormidas (8,2%), apesar de ter verificado uma quebra homóloga de 4,6%.
Para além da Alemanha e dos Estados Unidos, a Áustria registou um dos maiores crescimentos homólogos de dormidas (22,3%), neste mês, enquanto Dinamarca (-26,9%), Brasil (-23,5%) e Espanha (-22,5%) apresentaram os maiores decréscimos.
Com 243,9 mil dormidas, a hotelaria concentrou 54,4% das dormidas turísticas no arquipélago em maio, seguindo-se o alojamento local, com 184,2 mil dormidas (41,1%), e o turismo no espaço rural, com 20,5 mil dormidas (4,6%).
Enquanto a hotelaria registou um crescimento homólogo de 3,3% nas dormidas, o turismo no espaço rural apresentou uma quebra de 6,4% e o alojamento local de 8,1%.
Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 95,4% das dormidas em maio, apenas três das nove ilhas do arquipélago verificaram uma variação homóloga negativa no número de dormidas: Santa Maria (-15,4%), São Miguel (-4,8%) e São Jorge (-3,7%).
A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou, no entanto, 69% das dormidas no arquipélago, atingindo as 295,5 mil.
Em segundo lugar surge a ilha Terceira, com 52,7 mil dormidas (12,3%), depois o Pico, com 28,4 mil dormidas (6,6%), e o Faial, com 26,6 mil dormidas (6,2%).
A ilha Graciosa foi a que registou o maior crescimento homólogo em maio (52,3%), seguindo-se Pico (13,3%), Flores (5,1%), Terceira (4,7%), Faial (0,9%) e Corvo (0,8%).
O mercado nacional destacou-se, com maior peso nas dormidas, nas ilhas Graciosa (90,4%) e Santa Maria (71,3%).
Entre os mercados externos, o norte-americano foi o que teve mais peso na Terceira (20%) e em São Miguel (14,9%), enquanto o alemão se destacou nas ilhas do Pico (24,4%), Flores (20,5%), São Jorge (17,2%), Faial (15,9%), Santa Maria (6,3%) e Graciosa (2,2%) e o francês na ilha do Corvo (6,3%).
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em maio, atingiu os 60,5% (mais 0,4 pontos percentuais) e os proveitos totais subiram 15% para 24,6 milhões de euros.
Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 40,6% (mais 1,9 pontos percentuais), mas os proveitos totais baixaram 1,7%, atingindo 2,1 milhões de euros.
No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 33,2% (menos 3,2 pontos percentuais).
Segundo o relatório, 25,5% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em maio (mais 2,2 pontos percentuais do que no período homólogo).
