2012: Ano de transformação para as empresas públicas de transporte


 

Lusa/AO   Nacional   22 de Dez de 2011, 08:37

O ano de 2012 vai ser de transformação para as empresas públicas de transporte, que vão ser fundidas pelo Governo numa tentativa de equilibrar financeiramente o setor, cujas dívidas ascendem a mais de 16 mil milhões de euros.

Em Lisboa, a Carris e o Metropolitano de Lisboa vão fundir-se e dar origem à Empresa de Transportes de Lisboa. A Transtejo e a Soflusa também vão juntar-se. No Porto, a fusão do STCP com o Metro vai criar a Empresa de Transportes do Porto.

Estas fusões foram tomadas no âmbito do Plano Estratégico de Transportes (PET) e têm sido largamente contestadas por sindicatos e funcionários, que temem pelos seus empregos.

Uma delegação da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) chegou mesmo a “invadir” o Ministério da Economia para exigir uma reunião com o ministro.

O Governo afirma que o PET foi feito para cumprir o acordo de entendimento com a ‘Troika’ e alerta que “se não forem introduzidas fortes reformas estruturais neste setor, as projeções (…) indicam que no final do horizonte deste programa (2015) atingiremos um endividamento estimado de mais de 23 mil milhões de euros”.

O Executivo admite ainda abrir os transportes públicos à iniciativa privada.

No âmbito das alterações no setor dos transportes, os idosos e os estudantes vão perder os descontos de 50 por cento que usufruem nos passes sociais, a partir de 01 de janeiro de 2012.

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) mostrou-se de imediato “liminarmente contra” o fim desses descontos, afirmando ser uma “machadada muito forte”.

Também PS, PCP e BE consideraram a medida “inaceitável” e um ataque aos orçamentos das famílias e à sua mobilidade.

Irão ainda ser suprimidas algumas carreiras da Carris, o que também gerou forte contestação por parte de utentes e sindicatos.

O Governo decretou ainda o encerramento de 622 quilómetros de linha ferroviária, ficando a rede ferroviária com menos 40 por cento das linhas que possuía no auge da sua atividade, em 1944.

Uma onda de protestos ouviu-se após o anúncio, nomeadamente de autarcas, deputados, movimentos cívicos, empresários e utentes.

O PET estabelece ainda o fim do TGV e do novo aeroporto de Lisboa e investimentos a realizar na rodovia, ferrovia e portos marítimos.


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