De acordo com o gabinete liderado pelo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, o estudo tem apenas em conta os acessos fixos - que permitem aceder à banda larga quer pela linha telefónica (fio de cobre) como pelo pela rede cabo, excluindo as placas de terceira geração móvel (3G), que têm registado crescimento em Portugal desde o início deste ano.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) divulgou segunda-feira o indicador OCDE Broadband - que mede a utilização da Internet a alta velocidade em cada país - segundo o qual a penetração na OCDE cresceu 3,7 pontos percentuais em Junho, para 18,8 por cento, e que Portugal ocupa a 26ª posição num ranking de 30 países.
De acordo com a OCDE, Portugal tinha em Junho uma taxa de penetração de 14,70 por cento e um total de 1,555 milhões de subscritores.
"Nesta taxa de penetração de banda larga, a OCDE considera apenas o número de assinantes de banda larga fixa por 100 habitantes. Não estão contabilizados assim os 5,4 por cento de acessos à banda larga via 3G em Portugal, apurados pela Anacom [Autoridade Nacional das Comunicações] referentes ao primeiro trimestre de 2007", acrescenta a nota, sublinhando que se fosse tido em conta este valor "Portugal atingiria uma taxa de 20,1 por cento".
"Para permitir o acesso generalizado aos benefícios da Sociedade da Informação, o Governo, no âmbito do Plano Tecnológico, tem dado prioridade a medidas como a iniciativa e.escola, que permitirá em três anos que mais de 500 mil portugueses possam utilizar computadores e aceder à Internet, utilizando maioritariamente acessos móveis", refere a nota.
Neste sentido, o coordenador do Plano Tecnológico "tem vindo a sensibilizar as organizações internacionais que utilizam exclusivamente o critério do acesso fixo, no sentido de melhorar a qualidade da medição dos indicadores de penetração de banda larga, considerando as diversas formas de acesso disponíveis".
Penetração da banda larga
Zorrinho esclarece que estudo OCDE exclui acesso banda larga através do móvel
O relatório da OCDE sobre a penetração da banda larga, que atribui a Portugal uma taxa de utilização de 14,70 por cento em Junho, não inclui os acessos à Internet através do móvel, esclareceu o gabinete do Plano Tecnológico
Autor: Lusa / AO online
