“Deve agir muito mais rapidamente para aumentar a sua capacidade de proteger Kharkiv e outras regiões fronteiriças com a Rússia contra os drones”, declarou o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais, avisando que o país “não tem tempo para esperar que elementos individuais da Força Aérea se adaptem".
Esta exigência surge depois de Zelensky ter anunciado na sexta-feira que se preparava para fazer alterações na Força Aérea, lamentando que, em algumas regiões e unidades, a defesa não estava a funcionar como deveria.
O líder ucraniano afirmou na altura que existiriam “mudanças de pessoal, por agora, em algumas regiões e unidades, especialmente no que diz respeito à defesa contra os Shahed [drones] russos".
Zelensky disse que a defesa aérea de curto alcance, destinada a combater os chamados drones suicidas, "deve funcionar muito melhor" e criticou que os problemas atuais para os neutralizar não deviam ser permitidos.
"Em algumas direções, as linhas de defesa estão mais bem estabelecidas, noutras ainda há muito trabalho a fazer e de forma intensiva", salientou.
Zelensky referiu, numa mensagem nas redes sociais, ter transmitido esta insatisfação ao comandante da Força Aérea, Anatoly Krivonozhko, e ao ministro da Defesa, Rustem Umerov.
A Força Aérea indicou hoje que intercetou 100 dos 125 drones que a Rússia lançou nas últimas horas, num período de vagas sucessivas de bombardeamentos para saturar a capacidade energética da Ucrânia em pleno inverno.
A Ukrenergo, a empresa estatal de eletricidade ucraniana, registou novos cortes de energia em Dnipropetrovsk, no centro do país, Zaporijia e Odessa, no sul, na sequência dos mais recentes bombardeamentos russos.
"Os trabalhadores do setor energético estão a fazer tudo o que é possível para restabelecer a energia", sublinhou a empresa.
O Presidente ucraniano criticou igualmente as autoridades locais pela resposta tardia, especialmente em Sumy, Kharkiv e Poltava, no norte da Ucrânia, e na sua cidade natal, Kryvyi Rih, no centro.
"Nem todas as comunidades estão a resolver os problemas. É preciso abordá-los em tempo útil e tirar conclusões sobre eles", comentou.
