É “uma aposta num cartaz bastante equilibrado, com uma tentativa, que, de ano a ano, se repete, de se constituir aqui um cartaz que seja diferenciado, composto por artistas muito conhecidos, consagrados também no nosso panorama nacional”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Guido Teles, na apresentação do cartaz.
Durante 10 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, música, gastronomia, tauromaquia, desporto e exposições, entre outras atividades.
Todos os anos, as festas apresentam três palcos de acesso gratuito, com cartazes compostos sobretudo por bandas locais, e um recinto pago, com nove dias de espetáculos e DJ.
Pelo palco do Bailão passam, este ano, Wet Bed Gang, Ivo Lucas, Matias Damásio, Vizinhos, Sippinpurpp, Mariza, Irina Barros e Nuno Ribeiro, além das bandas locais Uzhoms e Art’Fado.
As festas, organizadas pelo município, têm um orçamento superior a um milhão de euros, dos quais cerca 430 mil destinados à componente musical.
Segundo Guido Teles, a autarquia tem procurado “estabilizar a despesa na componente musical”, mas de ano para ano tem sentido mais dificuldades.
“Temos verificado, de ano para ano, um aumento considerável daquilo que é pedido pelos artistas. É sempre um desafio e um desafio acrescido considerando o sobrecusto que nós temos, por sermos uma região insular e ultraperiférica, com a produção desses espetáculos. Mesmo assim, penso que temos conseguido construir um cartaz equilibrado, com nomes fortes, e este ano não é exceção”, apontou.
O autarca disse que chegaram a ser ponderados alguns nomes internacionais, mas o município acabou por “apostar sobretudo em talento nacional”, porque as opções a nível internacional eram “demasiado dispendiosas” para a “atratividade junto do público local”.
“Entendemos que, dentro daquilo que eram os nomes que conseguimos apurar que poderiam ser oportunidades para as Sanjoaninas, não ficávamos melhor servidos do que com estes de âmbito nacional. E, por isso, tomámos esta opção de apostar num cartaz com nomes fortes do panorama nacional, também com o objetivo de trazer alguns que nunca estiveram cá. Também é um desafio grande, depois de tantas edições. E são nove noites de concertos”, salientou.
Ainda assim, o município decidiu manter os preços dos ingressos praticados há mais de 10 anos, 30 euros para a pulseira semanal e 15 para a pulseira diária.
As festas Sanjoaninas são uma das épocas de maior procura pela ilha Terceira e a expectativa para este ano é de um nova enchente nas ruas e nos alojamentos turísticos.
“Mesmo tendo em conta que este ano não vamos ter a Ryanair a servir a ilha Terceira – e isso obviamente vai trazer impactos para todo o verão – eu acredito que para as Sanjoninas não terá um impacto tão grande, porque as festas em si já se vendem quase de um ano para o outro. Já existe muita gente que prepara a sua vinda às Sanjoaninas com muita antecedência”, referiu o vice-presidente do município.
O autarca destacou a procura crescente de pessoas de outras ilhas, do continente e das comunidades emigrantes, não só para assistir, mas também para participar nas festas, dando como exemplo, o número de inscrições nas marchas de São João, que voltou a bater um recorde com 43 marchas de adultos e oito infantis.
Também o número de espaços gastronómicos espalhados pela cidade deverá bater um recorde em 2026, com perto de uma centena de restaurantes e tasquinhas.
“As Sanjoaninas, felizmente, já ganharam uma reputação e uma projeção, que acabam por atrair muita gente que gosta de vir festejar connosco e gosta de vir festejar com os terceirenses o São João nesta altura e por isso estamos sinceramente com boas perspetivas”, vincou Guido Teles.
