Vasco Cordeiro preocupado com possível fecho de serviços de Finanças nos Açores

Vasco Cordeiro preocupado com possível fecho de serviços de Finanças nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Set de 2013, 15:33

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, manifestou hoje a sua "preocupação" por informações vindas a público "indiciarem a possibilidade" de encerramento de repartições de finanças em algumas ilhas.

"Isso é preocupante porque privará as açorianas e os açorianos de um acesso mais direto e imediato a esse serviço do Estado", disse Vasco Cordeiro, aos jornalistas, em Ponta Delgada, na sequência de uma audiência de cumprimentos concedida ao provedor da Justiça, Faria e Costa.

O chefe do executivo açoriano manifestou também a sua preocupação com a transferência de detidos dos estabelecimentos prisionais da Horta e de Ponta Delgada para a ilha Terceira, uma vez que “cerceará”, de forma “quase definitiva”, a possibilidade de manterem contacto com os seus familiares.

Vasco Cordeiro sensibilizou o provedor da Justiça para os pagamentos que são efetuados pelos açorianos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde e para o “procedimento que está em curso” em relação à possibilidade de encerramento dos tribunais de Nordeste e Povoação, na ilha de São Miguel.

“São matérias sobre as quais trocámos algumas impressões, havendo o compromisso da parte do Governo dos Açores de fazer chegar todos esses elementos à Provedoria de Justiça com o objetivo de também contribuirmos para uma melhor administração e serviço às açorianas e aos açorianos”, declarou.

Vasco Cordeiro sublinhou a “abertura” do provedor da Justiça para “analisar” as questões colocadas pelo Governo Regional

O presidente do executivo açoriano registou a “lucidez” e o “entendimento” do provedor da Justiça em relação ao papel que as autonomias e administrações regionais “também desempenham” para a satisfação dos cidadãos.

“Nós reputamos como muito importante o papel que a Provedoria de Justiça também desempenha na região autónoma dos Açores. Vemos na Provedoria de Justiça um parceiro no sentido de melhorar o próprio funcionamento da administração”, defendeu Vasco Cordeiro.

Faria e Costa revelou que a Provedoria de Justiça regista anualmente 21 mil queixosos, que considera ser um número “assustador”, mas salvaguarda que, “dentro das possibilidades”, tudo se tem feito para “solucionar os problemas” que são colocados pelos cidadãos.

No caso específico dos Açores, Faria e Costa considerou que o contributo é “relativamente baixo”, afirmando que os números variam de ilha para ilha, sendo a Terceira onde surgem mais queixosos.

“Julgo que da parte da Provedoria e da parte do presidente do Governo dos Açores e de toda a administração regional tem havido, indubitavelmente, uma relação de confiança”, declarou.

Faria e Costa reconheceu que a crise tem contribuído para um aumento não exponencial mas “substancial” do número de queixas e queixosos que chegam à Provedoria da Justiça, sobretudo no setor da Segurança Social.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.