Vasco Cordeiro apela a "sobressalto cívico" por causa do insucesso escolar nos Açores

Vasco Cordeiro apela a "sobressalto cívico" por causa do insucesso escolar nos Açores

 

Lusa / AO online   Regional   28 de Nov de 2013, 20:34

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, apelou hoje a um "sobressalto cívico" na região autónoma por causa dos maus resultados escolares, os piores do país, dizendo que é "o futuro" do arquipélago que está em causa.

 

"Estamos a falar do futuro dos Açores, estamos a falar da qualificação, da preparação daqueles que, no futuro, tomarão nas suas mãos, os destinos da nossa terra e da nossa gente. E isto deve ser motivo de sobressalto cívico, deve ser motivo de inquietação", afirmou, no parlamento regional, na Horta, no encerramento do debate dos documentos orçamentais dos Açores para 2014 (Orçamento e Plano anual de investimento).

Defendendo a "urgência" desta questão, garantiu que o executivo açoriano está consciente da importância deste "desafio", acrescentando que, no entanto, "as condições necessárias" ao sucesso "começam em casa de cada família açoriana", onde a educação "constitui um direito e um dever de cada pai e mãe".

Vasco Cordeiro defendeu por isso uma "aliança" entre "todos os intervenientes" para o objetivo de mudar os resultados escolares nos Açores.

Numa intervenção de mais de 40 minutos, aproveitou para fazer alguns balanços do primeiro ano de mandato (tomou posse em novembro de 2012) e deixar críticas à oposição, em especial ao PSD.

Nestes últimos 12 meses, destacou que usou todos os recursos disponíveis na região e todas as competências que lhe dá a autonomia para "acudir às empresas e famílias" e “construir uma verdadeira via açoriana" que "distingue" o arquipélago do resto do país.

Para o próximo ano, apontou que todas essas medidas não só se mantêm como são reforçadas, perante "o roubo de pensões", "ataque aos funcionários públicos" e "virar de costas às crianças e aos jovens" do Governo da República.

Numa referência ao aumento da taxa de desemprego nos Açores para uma das mais altas do país, voltou a insistir que a economia regional conseguiu criar mais de 2.000 postos de trabalho num semestre, mas o ritmo não foi suficiente par absorver aqueles que querem entrar no mercado de trabalho. Acrescentou que a maioria das medidas tomadas até agora no domínio do emprego e da competitividade só terão efeitos nos próximos meses.

Foi também nesta questão que se dirigiu ao PSD, dizendo que o maior partido da oposição nos Açores usou sistematicamente estes números para dizer que o executivo "não apresentou resultados" ao fim de um ano de mandato e apenas seis meses de execução do Plano e Orçamento de 2013, mas não apresentou “contributos”.

"Num plano que tem mais de 400 ações, apenas apresentou quatro propostas de alteração, e nem uma delas, repito, nem uma delas, tem, diretamente, a ver com o emprego", afirmou.

Ainda sobre o último ano, destacou a elaboração do plano para a reestruturação do Serviço Regional de Saúde, com "o acordo dos açorianos". Acrescentou que, no entanto, os objetivos nesta área não se esgotaram, anunciando investimentos em infraestruturas, numa rede informática de comunicações entre as unidades de saúde e nos cuidados continuados. Sublinhou que, porém, a prioridade é o combate às listas de espera.



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