Ucrânia

Putin pede a Ministério do Interior para recrutar ex-combatentes para a polícia

O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu ao Ministério do Interior para recrutar mais ex-combatentes que lutaram na Ucrânia para preencher as vagas na polícia russa



“Uma das opções mais importantes para repor o pessoal é recrutar veteranos da Operação Militar Especial [a designação oficial russa para a guerra na Ucrânia]”, disse Putin numa reunião com representantes do ministério.

Segundo o líder russo, os ex-combatentes têm “experiência em combate e resistência psicológica e física”, pelo que “podem reforçar significativamente as fileiras” do órgão de segurança do Estado.

“Peço-vos que recrutem mais ativamente estes candidatos para preencher as vagas existentes”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, Putin prometeu melhorar o salário dos funcionários sob tutela do Ministério do Interior ainda este ano.

“Posso dizer que foram tomadas várias decisões a esse respeito, e a sua implementação está garantida a partir deste ano. (...) Todos nesta sala compreendem do que estou a falar. Em primeiro lugar, sobre os níveis salariais", disse o Presidente russo.

Putin associou a escassez de pessoal, uma preocupação repetidamente comunicada pelos representantes do ministério, aos baixos salários dos funcionários, especialmente da polícia.

Em meados de fevereiro, o ministro do Interior, Vladimir Kolokoltsev, queixou-se publicamente perante a Duma (câmara baixa do parlamento russo) do baixo financiamento e da falta de recursos das forças de segurança.

“Em Moscovo, os rendimentos de um polícia de base e de um oficial autorizado no primeiro ano não ultrapassam os 86.000 rublos [cerca de 947 euros, ao câmbio atual], o que equivale a metade do salário médio na capital”, disse na ocasião o ministro.

Segundo Kolokoltsev, este facto desincentiva os jovens a optar por trabalhar na polícia.

O ministro do Interior russo explicou que o número de demissões no ano passado superou em 40% o de novas contratações, pelo que o corpo policial está “acima do limite da sua capacidade”.

“No ano passado, o número de demissões aumentou 7%, chegando a 80.000”, enquanto o número de vagas ascende a 212.000, acrescentou o mesmo representante.


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