Irão

Livre critica PM por não ter falado ao país e questiona solidariedade com Espanha e Reino Unido

Livre considerou que o primeiro-ministro devia ter falado ao país sobre o conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão, e perguntou se Luís Montenegro se vai solidarizar com Espanha e Reino Unido



No debate quinzenal com o primeiro-ministro, a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, perguntou a Luís Montenegro porque é que o seu partido não foi consultado acerca da utilização da Base das Lajes, nos Açores, - utilizada militarmente pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação – após os ataques norte-americanos e de Telavive no Irão.

Isabel Mendes Lopes perguntou ainda ao chefe do executivo PSD/CDS-PP porque é que, à semelhança de outros países, não fez uma comunicação ao país sobre o tema.

A deputada do Livre visou ainda a posição manifestada por Luís Montenegro acerca do conflito: “À pergunta sobre se condena o ataque, o primeiro-ministro não respondeu, disse apenas que está do lado dos nossos aliados e contra o regime iraniano”.

“É possível estar contra o regime iraniano e ser contra esta intervenção unilateral dos EUA. Basta estar do lado do direito internacional”, argumentou Isabel Mendes Lopes.

A líder parlamentar salientou ainda que Espanha e Reino Unido também são aliados de Portugal, perguntando se “se solidarizará com Espanha e o Reino Unido” face às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Na resposta, Luís Montenegro diz que não faz comunicações ao país apenas porque outros o fazem e manteve a posição de que não esteve envolvido, não acompanhou ou subscreveu a intervenção militar norte-americana e israelita no Irão, e que a política externa portuguesa, independentemente dos governos, defendeu sempre o direito internacional e a carta das Nações Unidas, a primazia da diplomacia e da negociação.

“Mas à luz deste princípios não conseguimos ter o condão de guiar a politica externa de todos os outros países: nem dos EUA, nem do Irão”, realçou.

Montenegro insistiu que os EUA “não é um país qualquer”, é um aliado e parceiro em várias dimensões, e disse estar a preservar o interesse de Portugal e dos por


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