Vaga de frio já causou 80 mortes

Vaga de frio já causou 80 mortes

 

Lusa/AO Online   Internacional   21 de Dez de 2009, 19:14

A situação dos transportes na Europa mantém-se difícil, após um fim-de-semana marcado pela suspensão dos comboios Eurostar, pelo atraso ou cancelamento de vários voos e pelo corte de estradas, devido à vaga de frio que já causou mais de 80 mortes.

A circulação do Eurostar, que transita sob o Canal da Mancha, entre Londres e a França, deve ser restabelecida, embora em moldes ainda muito limitados, na terça-feira de manhã, informou a companhia responsável pelo comboio, segundo a qual este só retomará a normalidade após o Natal.

Com dezenas de milhares de viajantes bloqueados em Paris, Londres ou Bruxelas, as companhias aéreas British Airways e Flybe aumentaram significativamente as suas capacidades, tendo as empresas de ferrys sido tomadas de assalto.

Em termos de mortes, na Polónia, onde os termómetros desceram abaixo dos 20 graus, o frio já causou 42 vítimas, sobretudo entre os sem-abrigo e as pessoas embriagadas, enquanto, na Ucrânia, a vaga de baixas temperaturas causou 27 mortos, e, na Alemanha, os cerca de 35 graus negativos ceifaram seis vidas.

Em França, pelo menos três pessoas sem-abrigo ou com habitação precária morreram de hipotermia, tendo-se registado outras três vítimas mortais na Áustria.

Em Zagreb, capital da Croácia, 50 pessoas ficaram hoje feridas, após um comboio de passageiros ter colidido com um muro de betão ao entrar na estação, devido a uma falha do sistema de travagem pot causa dos 17 graus negativos, ao passo que, perto de Paris, o embate de um veículo que se despistou numa estrada gelada fez cair um bloco de betão numa via férrea, causando o descarrilamento de um comboio, de que resultaram 36 feridos.

O frio e a neve também atingiram o norte de Itália, provocando atrasos e cancelamentos de viagens de comboio e o encerramento de escolas, enquanto, em Espanha, mais de 170 voos foram anulados hoje no aeroporto internacional de Madrid-Bajaras, devido à queda de neve que afectou ainda o tráfego rodoviário em redor da capital.

Mais a norte, o tráfego do aeroporto de Bruxelas foi retomando a normalidade ao longo do dia, embora ainda com anulações e atrasos, o mesmo sucedendo na Alemanha, onde os voos no aeroporto de Dusseldorf cessaram no domingo, dia em que o aeroporto de Frankfurt, o maior do país, cancelou mais de 200 viagens, forçando vários passageiros a pernoitar nos terminais ou em hotéis das redondezas.

No Reino Unido, o aeroporto de Gatwick, ao sul de Londres, foi temporariamente encerrado, até ao degelo da pista, e o aeroporto de Luton, a norte da capital, foi mesmo fechado, ao passo que, em França, a protecção civil ordenou uma redução de 20 por cento nos voos para Roissy-Charles-de-Gaulle, perto de Paris, dado estarem previstos fortes nevões para a região.

Também por França, ao início da tarde, a electricidade foi cortada na região de Provença-Alpes-Côte d'Azur, deixando dois milhões de pessoas sem luz em casa, tendo a medida sido justificada como um meio de evitar um "black-out" completo.


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