Ensino superior

Universidade à espera de 2,7 milhões para pagar salários


 

Carmo Rodeia   Regional   17 de Nov de 2008, 14:30

O Reitor da Universidade dos Açores ainda não conhece a decisão do Ministério das Finanças relativamente ao pedido de reforço orçamental de 2,7 milhões de euros, para fazer face às despesas relativas ao mês de Dezembro, mas espera que a situação não obrigue a academia a ter de recorrer a verbas consignadas à investigação.
Em causa está um pedido feito pela Universidade dos Açores (UAc) depois da antecipação, em Novembro do duodécimo de Dezembro, previsto no Orçamento de Estado para este ano, no valor de 1,1 milhões de euros, para conseguir pagar o salário e o subsídio de Natal aos funcionários, que habitualmente ocorre no final deste mês.
“Esta situação está resolvida”, mas a verdade é que em Dezembro “ela voltará a colocar-se”, adiantou Avelino de Menezes aos jornalistas, à margem duma conferência de imprensa para apresentação de um seminário internacional promovido pela UAc em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, intitulado Autoritarismos, Totalitarismos e Respostas Democráticas.
A UAc tem “um problema financeiro conhecido” e que se prende com o facto das transferências do orçamento de Estado cobrirem apenas 75% das despesas correntes como sejam o pagamento de salários e despesas de funcionamento.
Todos os meses a academia açoriana tem de arrecadar aproximadamente 200 mil euros de receitas próprias para fazer face a todos os seus encargos de funcionamento, pois o OE prevê a transferência de apenas 1, 1 milhões de euros quando, na realidade, as despesas rondam os 1,3 milhões, mensais.
O pedido que agora foi feito, no valor de 2,7 milhões de euros, serviria para “aliviar a pressão”, embora o Reitor considere pouco provável a afectação de todo este montante.
“Não admito que não haja reforço, mas não sei de quanto será por isso não me quero pronunciar”, afirmou Avelino de Menezes que se recusa a utilizar verbas afectas à investigação ou à prestação de serviços para pagar despesas correntes.
Segundo adiantou, o despacho está “em tramitação” entre os Ministérios da ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o das Finanças que será, quem em última instância, irá dar o aval final, durante a próxima semana.

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