União Europeia vai criar observatório para o mercado do leite

União Europeia vai criar observatório para o mercado do leite

 

Lusa/AO Online   Economia   24 de Set de 2013, 11:19

O comissário europeu da Agricultura anunciou esta terça-feira a criação de um observatório para o mercado do leite e sublinhou que estão previstas novas ferramentas para apoiar regiões com maiores dificuldades com o fim das quotas leiteiras.

 

As posições do comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, foram assumidas na abertura de uma conferência em Bruxelas sobre o futuro do setor leiteiro na União Europeia.

O responsável romeno adiantou que vai propor a criação de um observatório para o setor leiteiro no quadro da União Europeia, que terá como principal função a elaboração de fazer análises de curto prazo sobre a evolução deste mercado.

"Isso implicará obviamente a participação do setor a nível regional e nacional, dos produtores e das empresas de laticínios. No próximo mês apresentaremos mais detalhes sobre o funcionamento e a estrutura deste observatório", acrescentou.

Antes, Dacian Ciolos referiu que os mecanismos de apoio ao setor leiteiro precisam de ser utilizados com transparência e que, para serem utilizados com eficácia, é necessário haver uma análise mais detalhada do contexto de mercado.

"Não podemos começar a resolver um problema seis meses depois de ele ter aparecido, precisamos de ter uma visão mensal ou trimestral do mercado. Com o fim das quotas precisamos de um novo sistema de dados para o setor do leite", defendeu.

O comissário da Agricultura sublinhou ainda que a nova estrutura de pagamentos diretos permite maior flexibilidade: "Os Estados-membros podem adaptar os pagamentos à especificidade dos seus territórios e à realidade do setor do leite. Existe também a possibilidade de acordar pagamentos associados ou ajudas reforçadas a zonas mais desfavorecidas".

Ciolos assinalou a existência de um fundo de crise que pode ser utilizado pelos Estados-membros, referindo, contudo, que este deve ser utilizado da forma mais eficaz devido às consequências nos pagamentos diretos.

"Com estas ferramentas os países podem apoiar de forma complementar o setor leiteiro e as explorações mais frágeis de algumas regiões", sublinhou.

 


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