Açoriano Oriental
UGT/Açores apela à responsabilidade das forças políticas representadas no parlamento regional

A UGT/Açores apelou ao bom senso e à responsabilidade de todas as forças políticas representadas na Assembleia Legislativa da Região Autónoma e ao cumprimento dos compromissos assumidos na campanha eleitoral.


Autor: Lusa

O secretariado da União Geral de Trabalhadores (UGT) dos Açores esteve hoje reunido e analisou o resultado das eleições regionais de 04 de fevereiro, que deram a vitória à coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Em comunicado, a estrutura sindical faz votos para que José Manuel Bolieiro, que foi indigitado presidente do executivo, consiga entendimentos e consensos “em prol do desenvolvimento económico e social da região e bem-estar dos açorianos”.

Perante a atual conjuntura “de abrandamento económico, de inflação alta, de aumento do desemprego, aliada a um cenário internacional marcado por duas guerras”, a UGT apela “ao bom senso e responsabilidade de todas as forças políticas” para “a abertura ao diálogo e negociação tão necessários à boa execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ao bom arranque do novo quadro comunitário PO 2020-2030”.

“A estabilidade e previsibilidade são indispensáveis à criação do clima de confiança e tranquilidade nos diversos agentes económicos”, bem como para “o cumprimento dos compromissos assumidos junto dos açorianos”, lê-se na nota de imprensa.

A UGT/Açores lembra que a não aprovação do Orçamento Regional para 2024 teve como consequência a interrupção da anterior legislatura e impediu “que fossem aprovados mais de 50 diplomas, entre os quais alguns de âmbito laboral, que visavam corrigir injustiças, que recaíram sobre os trabalhadores nos últimos 12 anos, designadamente os da Administração Pública”.

A direção da estrutura sindical espera que os diplomas “façam parte do novo Orçamento e mereçam a aprovação na Assembleia Legislativa recentemente empossada”.

“A progressão obrigatória dos funcionários públicos regionais, logo que possuam seis pontos na sua avaliação de desempenho, como forma de acelerar a sua progressão na carreira durante a sua vida profissional” e a atualização em 5% e alargamento da remuneração complementar de forma a abranger os salários brutos de níveis superiores da Tabela Remuneratória Única, são duas das reivindicações.

A UGT/ também defende, entre outras medidas, a integração nos quadros da Administração Regional dos mais de 500 trabalhadores precárias (contratados no âmbito do programa de combate à pandemia de covid-19) e a consolidação de medidas económicas e sociais “que visam reforçar a classe média e a proteção dos mais desfavorecidos, em linha com o Acordo de Parceria Estratégica 2023-2028, sob o lema Rendimento, Sustentabilidade e Crescimento”.


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