UE apela a Islamabad para que não adie eleições legislativas


 

Lusa / AO online   Internacional   5 de Nov de 2007, 16:49

O presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Europeia e chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, deu conta do apelo da UE ao Paquistão para que não adie as eleições legislativas, previstas para Janeiro de 2008.
"A UE faz um apelo (a Islamabad) para não adiar as eleições" legislativas, cuja realização poderá ser adiada na sequência da declaração do estado de emergência sábado pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf.

Segundo Luís Amado, a UE enviou ainda "uma mensagem muito directa quanto à necessidade de libertar os presos políticos e normalizar o processo político".

O ministro dos Negócios Estrangeiros português falava numa conferência de imprensa no final de uma reunião entre a troika da UE e a União do Magrebe Árabe.

Na conferência de imprensa participou também o Alto Representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, que considerou "muito negativos" os acontecimentos das últimas horas no Paquistão.

Solana insistiu igualmente na "importância do processo eleitoral ser mantido" no Paquistão.

A situação no Paquistão agravou-se, ao terceiro dia do estado de emergência declarado pelo presidente, com a repressão violenta de manifestações de advogados e a continuação da detenção de opositores e elementos da sociedade civil.

Cerca de 1.500 pessoas foram detidas ou ficaram em prisão domiciliária nos últimos três dias.

O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, no entanto, comprometeu-se a manter as legislativas para meados de Janeiro, como previsto, ou numa data próxima.
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