Saúde

Tumores malignos mataram 520 pessoas em 2006

Tumores malignos mataram 520 pessoas em 2006

 

Lusa/AOonline   Regional   29 de Out de 2008, 14:30

Um total de 520 pessoas morreram nos Açores vítimas de tumores malignos em 2006, menos seis do que no ano anterior, revelam estatísticas oficiais a que a agência Lusa teve acesso.
A poucos dias do peditório anual do Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, os dados do Serviço Regional de Estatística (SREA) indicam que, do total de óbitos, 314 foram homens e 206 mulheres, menos 21 homens e mais 15 mulheres do que em 2005, respectivamente.

    O cancro que mais atingiu a população açoriana em 2006 foi o dos pulmões (que inclui laringe, traqueia e brônquios), com 110 casos (98 homens e 12 mulheres), menos quatro casos do que no ano anterior.

    No caso das mulheres, foi o tumor maligno da mama, 51 casos, que foi mais responsável pelos óbitos em 2006.

    Seguiram-se os tumores do estômago, com 36 óbitos (25 homens e 11 mulheres), menos oito pessoas que no ano anterior, e da próstata com igual número (36 homens).

    Os registos estatísticos revelam, ainda, a morte por tumores do cólon (30), leucemias e linfomas (32), pâncreas (32), bexiga (13), lábio, cavidade oral e faringe (22), fígado e vias biliares (15), recto (8), rins (8), ovários (12) e útero (15).

    Segundo as determinações do Instituto Nacional de Estatística, os números relativos aos tumores do esófago, pele e colo do útero são considerados confidenciais.

    O Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro realiza acções regulares de sensibilização das populações para exames periódicos e formas saudáveis de vida, nomeadamente o exercício físico e alimentação saudável.

    A partir de quinta-feira e até domingo, este núcleo promove o seu peditório anual, cujas verbas revertem para o apoio dos doentes mais carenciados vítimas de tumores malignos e neoplasias.

    No último ano, o peditório rendeu, em todo o arquipélago, 70 mil euros, mais 1,4 mil euros que no ano anterior.

    O Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro apoia, de diversas formas, mais de meia centena de doentes que necessitam de medicamentos, tratamentos, alimentos e transporte, além de fornecer cabeleiras, próteses e soutiens.

    Mantém ainda em acção, em todas as ilhas, um grupo de cerca de três dezenas de mulheres mastectomizadas que dão, às novas doentes, apoio antes e após as cirurgias e tratamentos.

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