Tribunal adia decisão sobre caso de agressão a chefe da polícia


 

Luís Pedro Silva   Regional   28 de Set de 2008, 12:22

O Tribunal de Ponta Delgada decidiu adiar a conclusão do julgamento sumário a um arguido de 46 anos, acusado de agredir um chefe da Polícia de Segurança Pública, por existirem dúvidas sobre a forma como ocorreram as agressões.
O arguido referiu que foi agredido pelo polícia, com uma cotovelada no olho esquerdo, enquanto o chefe da PSP, explicou que foi agredido com um soco nas costas, levando de seguida um novo soco na cara, pelo arguido, não se recordando de mais pormenores, porque terá perdido os sentidos.
A única testemunha ouvida na primeira sessão do julgamento sumário foi um elemento da PSP, que assistiu ao incidente, contando em tribunal que o arguido agrediu o chefe da força de segurança com um soco, pelas costas, tendo empurrando a vítima para o chão, onde lhe terá atingido com mais dois pontapés.
As contradições existentes no depoimento do arguido, vítima e testemunha, levantaram várias dúvidas ao Ministério Público e ao juiz do Tribunal de Ponta Delgada, que optou por solicitar o acesso ao relatório clínico do arguido e chefe de polícia, que se deslocaram ao Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na sequência das agressões.
Pelo facto do arguido ter afirmado que os dois elementos da PSP - em vigilância no Banco de Portugal - assistiram às agressões, também foi solicitado pelo Juiz a comparência destes dois elementos na próxima sessão do julgamento.
Os factos deste processo remontam à noite de 11 de Setembro de 2008, quando pelas 21h00, terá existido um confronto físico entre o arguido de 46 anos e um chefe da PSP, na avenida Infante Dom Henrique.
Após ser efectuada a detenção pela polícia, o tribunal entendeu que estavam reunidas as condições para avançar com um julgamento sumário, que se iniciou durante a última semana e vai prosseguir a partir de 16 de Outubro.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.