Transportes: Empresas informam passageiros de aumentos em Janeiro sem Governo ter definido valor da subida


 

Lusa / AO online   Economia   24 de Dez de 2011, 10:29

Algumas empresas de transportes já estão a avisar os passageiros de que haverá aumentos nos preços dos passes e dos bilhetes a 1 de Janeiro, apesar de o Governo ainda não ter divulgado o valor da subida.

Várias empresas de transportes, entre as quais a Rodoviária de Lisboa, a Vimeca Transportes, a Scotturb e a Barraqueiro Transportes, publicaram anúncios na imprensa a informar que a partir de 01 de janeiro haverá novos preços.

“Nos termos e para efeitos do n.º2 do artigo 6.º do decreto-lei n.º 8/93, de 11 de janeiro, informamos que irão ser praticadas, a partir de 1 de janeiro de 2012, novas tarifas. As tabelas estarão oportunamente disponíveis nos postos de venda e agentes habituais”, pode ler-se num dos anúncios.

Segundo o n.º2 do artigo 6.º do decreto-lei n.º 8/93, “as empresas devem publicar num dos jornais mais lidos da região o preçário ou aviso do local onde aquele se encontra à disposição do público, com a antecedência mínima de 10 dias”.

A Lusa contactou a Barraqueiro Transportes, uma das empresas que publicou anúncio, que, através de fonte oficial, afirmou que “as tabelas com os novos preços deverão estar disponíveis na próxima semana”.

A Lusa também contactou o Ministério da Economia – que tutela o setor dos transportes -, mas não foi possível obter uma resposta.

Já Amável Alves, dirigente da FECTRANS - Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, afirmou ser “estranho” as empresas estarem a avisar os passageiros para aumentos quando os novos valores ainda não são conhecidos.

“Para cumprirem uma questão legal, as empresas estão a informar os passageiros sem saberem quais são os valores, porque o Governo ainda não decidiu qual é o valor da subida”, afirmou Amável Alves.

O último aumento definidos pelo Governo entrou em vigor a 01 de agosto e traduziu-se numa subida média máxima de 15 por cento nos preços praticados nos títulos dos transportes rodoviários urbanos de Lisboa e do Porto, fluviais e ferroviários até 50 quilómetros.

Para os títulos relativos aos transportes coletivos rodoviários interurbanos de passageiros até 50 quilómetros, o executivo fixou, na mesma altura, um aumento médio máximo de 2,7 por cento.


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