Fusão BPI/BCP

Trabalhadores do BPI receiam que a fusão resulta em dispensas


 

Lusa / AO online   Economia   29 de Out de 2007, 16:15

A comissão de trabalhadores (CT) do BPI manifestou-se esta segunda-feira preocupada com a fusão do BPI com o BCP e quer saber se este negócio também implica o fecho de balcões e a dispensa de trabalhadores.
Em declarações à agência Lusa, antes da reunião com a administração do BPI, o coordenador da comissão de trabalhadores lamentou que esta entidade ainda não tenha “sido esclarecida sobre os contornos da proposta apresentada pelo BPI ao Millennium BCP”.

António Oliveira Alves referiu ainda que a CT quer esclarecer, na reunião desta tarde, se "os pressupostos da operação são iguais ou diferentes ao anunciados quando do lançamento pelo Millennium bcp da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BPI".

"Então, falava-se no encerramento de 300 balcões e na eliminação de 3.000 postos de trabalho", salientou.

Apesar de, na altura, o conselho de administração do BPI se ter insurgido contra esta posição e ter reiterado que a estratégia do grupo "era de crescimento, aumento de postos de trabalho e acréscimo do número de balcões", desconhecemos por agora o que se está a passar, apontou.

Com efeito, nos nove primeiros meses deste ano, o BPI abriu um número recorde de balcões, centros de investimento e de empresa, mas "estamos preocupados com a possibilidade de serem eliminados postos de trabalho, reduzidos balcões e retirados direitos aos trabalhadores", explicou à Lusa.

Além disso, a fusão por incorporação entre o BPI e o Millennium bcp vai levar a uma concentração de mercado e que os trabalhadores sejam penalizados nos seus direitos, até porque os empregados do BPI aderiram ao acordo colectivo do sector bancário, enquanto os do Millennium aderiram a um acordo específico.

"Há que conhecer bem o que se vai passar a este nível", salientou.

A Comissão de Trabalhadores vê com "alguma apreensão" a posição assumida pelo presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, que defende "um modelo social para o banco, em que os salários devem ser reduzidos e a flexibilidade laboral aumentada".

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