Trabalhadores da Transmaçor ameaçam cumprir greve de quatro dias em agosto


 

Lusa/AO online   Regional   26 de Jul de 2012, 18:45

Os trabalhadores da Transmaçor -Transportes Marítimos Açorianos ameaçam fazer greve durante quatro dias, entre 6 e 9 de agosto, se o Governo não os integrar no regime especial das empresas públicas.

O anúncio foi feito hoje por Clarimundo Baptista, do Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Transitários e Pesca (Simamevip), segundo o qual os cerca de 50 funcionários da Transmaçor têm vindo a perder mensalmente mais de um terço do vencimento.

"Estes trabalhadores já não receberam o subsídio de férias e de Natal e sofreram cortes nos vencimentos e nas horas extraordinárias", recordou o sindicalista, que entende que os funcionários daquela empresa pública estão a ser severamente penalizados pelas medidas de austeridade.

Clarimundo Baptista contou ter reunido hoje com a administração da Transmaçor para tentar sensibilizar os gestores da empresa para as dificuldades com que se deparam os funcionários, adiantando que os administradores alegaram apenas que esta era uma matéria que "ultrapassava as suas competências".

O Simamevip já enviou um ofício ao Governo Regional a solicitar que o vice-presidente do executivo (que tutela a pasta das Finanças) autorize a transferência destes trabalhadores para o regime especial das empresas públicas, para que não sejam tão penalizados pela austeridade.

"Esperamos que até às 00:00 do dia 06 a situação dos trabalhadores fique resolvida", insistiu Clarimundo Baptista, adiantando que, além da paralisação de quatro dias, os funcionários poderão decretar "outras formas de luta".

O pré-aviso de greve agora divulgado abrange um período de grande movimento de passageiros nas denominadas ilhas do triângulo (Faial, Pico e São Jorge) e coincide com as Festas do Senhor Bom Jesus, de São Mateus do Pico, e com a Semana do Mar, no Faial.

O Simamevip já definiu, entretanto, como serviços mínimos, a realização, nos dias de greve, de apenas duas viagens por dia (uma de manhã e outra à tarde), entre as ilhas do Faial e do Pico, e o cancelamento de todas as ligações a São Jorge.

A Transmaçor realiza nesta época do ano oito ligações diárias entre o Faial e o Pico e duas entre Faial, Pico e São Jorge, movimentando anualmente mais de 400 mil passageiros.

O regime de exceção abrange atualmente cinco empresas públicas – TAP, CTT, CGD, Empoderf e RTP -, o que permite que os seus trabalhadores mantenham os salários intactos, embora estejam também sujeitos, como os restantes funcionários públicos, à suspensão dos subsídios de Natal e de férias.

Em causa está o facto de se tratar de empresas com concorrência direta ou em fase de privatização.


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