Porto

Trabalhadores da STCP em greve "surpreendidos" com reforço policial


 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Out de 2009, 08:43

 Os trabalhadores dos transportes Colectivos do Porto, a cumprir um dia de greve, foram surpreendidos hoje de madrugada com um reforço policial "anormal" nas estações de recolha da Via Norte e de Francos, disse o sindicalista Jorge Costa.

Segundo o dirigente do Sindicato Nacional de Motoristas, a paralisação dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) está a registar uma adesão "perto dos 73 por cento", mas "decorre tudo dentro da normalidade, com respeito pelos serviços mínimos estabelecidos".

"Não vemos qualquer motivo para este reforço policial e de segurança", disse, referindo que além da PSP, houve também um reforço da equipa de segurança e vigilância na empresa.

Os seguranças, segundo Jorge Costa "tentaram impedir a entrada dos trabalhadores não fardados nas instalações da empresa, mas a situação já foi ultrapassada".

"É a primeira vez que assistimos a uma coisa destas, penso que o objectivo é amedrontar os trabalhadores", disse.

Além da paralisação, está prevista a concentração dos trabalhadores junto ao Governo Civil do Porto, onde será entregue um documento com denúncias relativamente às "constantes violações do acordo de empresa", revelam os sindicatos.

O aspecto mais contestado é a organização dos horários de trabalho dos motoristas: os sindicatos contestam que os trabalhadores sejam forçados a cumprir mais de 40 horas semanais sem serem compensados por isso, enquanto que a empresa diz estar "em rigoroso cumprimento do código de trabalho".

A empresa mostra-se disponível para o diálogo, desde que os sindicatos retirem os pré-avisos de greve, mas os trabalhadores não aceitam a condição e exigem "evoluções no processo negocial".

A STCP garantiu 20 por cento de serviços mínimos e conseguiu que os portadores de passes da STCP possam utilizá-los no metro do Porto e na CP.

O protesto arrasta-se desde Agosto, com paralisações diárias às horas extraordinárias e às duas últimas horas de cada turno.


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