Teixeira Pinto não quer voltar a exercer funções executivas


 

Lusa / AO online   Economia   26 de Set de 2007, 16:19

O ex-presidente do conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP), Paulo Teixeira Pinto, garantiu hoje que não quer voltar a exercer funções executivas em empresas.

"Uma coisa que não quero fazer é exercer funções executivas noutra instituição", afirmou Paulo Teixeira Pinto aos jornalistas, à margem da XIII conferência anual do Diário Económico "Portugal 2010", recusando-se a especificar se tal intenção se cinge apenas ao sector bancário.

O ex-presidente executivo do maior banco privado português adiantou, ainda, que não está nos seus planos enveredar pelo desempenho de funções públicas.

"Não vejo isso como provável", respondeu Teixeira Pinto quando questionado sobre a possibilidade de vir a desempenhar funções políticas.

Teixeira Pinto renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração do BCP e a todos os outros cargos sociais que exercia no maior banco privado português a 31 de Agosto, culminando mais de quatro meses de crise interna na instituição financeira.

Paulo Teixeira Pinto deixou o banco depois de um período em que se tornaram públicas divergências com o presidente do conselho geral e de supervisão do BCP e fundador da instituição, Jorge Jardim Gonçalves.

Relativamente à desvalorização bolsista que tem atravessado os mercado financeiros internancionais, incluíndo o português, na sequência, dos problemas do crédito imobiliário de alto riso nos EUA, Teixeira Pinto lembrou que algumas acçõess voltaram já aos valores do início do ano, pelo que não espera que a recuperação seja muito rápida.

"Será uma recuperação sustentada mas não sei em quanto haverá essa recuperação", acrescentou o mesmo gestor.

Questionado sobre a preparação da banca portuguesa para enfrentar as consequências dos problemas do crédito imobiliário norte-americano, Teixera Pinto afirmou que o sistema financeiro português "é excelente" e apresenta bons rácios de cobertura, embora seja impensável admitir que é impermeável à actual crise.

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