Açoriano Oriental
Técnicos de operações aeroportuárias da Aerogare Civil das Lajes suspendem greve

Os técnicos das operações aeroportuárias da Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, suspenderam a greve às horas extraordinárias, em vigor desde do dia 4 de janeiro, depois de terem chegado a acordo com o Governo Regional.

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Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

“Suspendemos a greve. Perante este desfecho não há razão para a manter”, avançou hoje em declarações à Lusa o delegado do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e Entidades com Fins Públicos (SINTAP), Amílcar Martins.

Os cinco técnicos de operações aeroportuárias no quadro da Aerogare Civil das Lajes, que já tinham feito greve às horas extraordinárias (entre as 21:00 e as 07:00) no mês de dezembro, reivindicavam a revisão da carreira e o reforço do efetivo, alegando que deviam estar nove pessoas no quadro.

Ao contrário do que acontece nos aeroportos de Ponta Delgada (São Miguel), Santa Maria, Horta (Faial) e Flores, nos Açores, geridos pela ANA - Aeroportos de Portugal, a Aerogare Civil das Lajes, na ilha Terceira, tem gestão pública.

O executivo açoriano revelou hoje que tinha aprovado uma proposta de decreto legislativo regional que revê o regime jurídico da carreira de técnico de operações aeroportuárias da Aerogare Civil das Lajes, que "tem em conta o interesse público regional decorrente da necessidade de recrutar de forma célere os profissionais mais qualificados necessários à eficiência das operações aeroportuárias".

O diploma, aprovado em Conselho de Governo tido na ilha de São Jorge, na quinta-feira, "foi objeto de negociação com o sindicato representativo dos trabalhadores, nos termos da lei, tendo-se obtido a sua expressa concordância à revisão da carreira", segundo o secretário regional Adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias.

Questionado pela Lusa, o delegado do SINTAP disse que “a negociação foi bem-sucedida” e que foi possível “chegar a um consenso” de ambas as partes.

“Essencialmente, valorizaram-nos a carreira, no sentido de evitar a desvalorização inicialmente proposta. Alguns outros pormenores foram esclarecidos, nomeadamente, a questão da qualificação e a questão que dizia respeito ao número a integrar a nova carreira”, apontou.

Com esta revisão será possível, segundo Amílcar Martins, reforçar o número de técnicos de operações aeroportuárias no quadro dos cinco atuais para nove.

“Era, de facto, o primeiro objetivo da reivindicação: o recrutamento de mais pessoas. Com as pessoas que temos atualmente, com as tarefas que se avizinham, somos, de facto, poucos e dada a idade avançada, em média, dos trabalhadores realmente era uma necessidade que a curto prazo se faria sentir”, frisou.


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