Taxista assassinado à facada em Vila Nova de Gaia


 

Lusa / AO online   Nacional   30 de Out de 2007, 10:14

O motorista de táxi assassinado terça-feira de madrugada, em Gaia, tinha 44 anos, era residente em Valadares e aparentemente não dispunha de qualquer sistema de segurança na viatura, disse à Lusa o vice-presidente da ANTRAL.
José Monteiro disse que, de acordo com informações recolhidas junto de outros taxistas e fontes policiais, a vítima tinha ido fazer um serviço ao Bairro do Aleixo, considerado um dos mais problemáticos da cidade do Porto, associado ao consumo e tráfico de droga.

"O motorista foi ao Bairro do Aleixo e no regresso foi degolado", afirmou o vice-presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros.

O crime terá ocorrido cerca da meia-noite na Avenida da Igreja, em Arcozelo.

José Monteiro salientou que o sector tem hoje ao dispor diferentes sistemas de segurança que podem ser implementados de acordo com o tipo de clientela habitualmente transportada e as zonas de actuação, mas manifestou-se contra a obrigatoriedade de colocação do vidro separador.

"Neste momento não há na cidade do Porto qualquer táxi com separador. Alguns colocaram-no e depois retiraram-no porque os clientes se sentem desconfortáveis", disse.

Contudo, sublinhou, os motoristas podem recusar ir a determinados locais, alegando razões de segurança.

Opinião contrária foi manifestada à Lusa pelo presidente da Associação de Defesa e Segurança dos Motoristas de Táxi do Porto, Augusto Santos, que defende o separador como "o único sistema defensivo" eficaz.

"Se o carro do colega tivesse separador, provavelmente ele ainda estaria vivo", sublinhou Augusto Santos.

Este responsável disse também que "há indicação de que o autor das facadas será um toxicodependente, que terá ido ao bairro do Aleixo".

"Alguns colegas de Gaia desconfiam de um toxicodependente e já estão a tentar encontrá-lo", acrescentou.

Fonte da GNR disse à Lusa que a vítima, depois de esfaqueada ainda conseguiu conduzir até próximo do posto da GNR de Arcozelo, onde buzinou insistentemente para chamar a atenção dos militares.

"Quando se deslocaram até junto da viatura para averiguar o que se estava a passar, os militares depararam-se com o condutor a sangrar muito na zona do pescoço", disse a fonte.

A GNR acrescentou que a vítima, que ainda falava, declarou ter sido esfaqueado, com dois golpes, por um homem que o tentou assaltar.

O motorista tinha na sua posse uma arma branca, que a GNR não especificou se pertenceria ao taxista ou ao homem que o assassinou.

De acordo com mesma fonte, foram accionados de imediato os meios disponíveis para socorrer o homem que acabou por falecer no local.

O cadáver foi transportado para o Instituto de Medicina Legal.

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
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