Taxas de juro subiram em Agosto para maioria dos empréstimos e depósitos


 

Lusa / AO online   Economia   10 de Out de 2007, 12:47

As taxas de juro aplicadas na Zona Euro subiram na maioria dos novos empréstimos e depósitos em Agosto, mês marcado pelo início das turbulências nos mercados financeiros, mostram os dados hoje publicados pelo Banco Central Europeu.
    A taxa para o crédito ao consumo para as familias com prazo até um ano disparou 36 pontos base para um recorde de 8,42 por cento, face ao mês anterior. A taxa para os empréstimos até 1 milhão de euros para as sociedades não financeiras a um ano subiram 18 pontos base para 5,76 por ciento.

    O mercado do crédito está sob pressão desde o desencadeamento em Agosto da crise do crédito hipotecário de alto risco nos Estados Unidos que se alastrou aos mercados financeiros mundiais levando nomeadamente o Banco Central Europeu a manter as suas taxas de juro, interrompendo um ciclo de subidas.

    As taxas de juro ligadas ao crédito hipotecário subiram menos do que as dos outros empréstimos.

    A média das taxas de juro para o crédito à habitação concedido às familias na Zona Euro no prazo de cinco a dez anos subiu em Agosto até 5,07 por cento, cinco pontos-base acima de Julho, mas a taxa para empréstimos com maturidade acima dos 10 anos caiu para 4,88 por cento em Agosto contra 4,91 por cento no mês anterior, mostram as estatísticas do BCE.

    O instituto de Frankfurt deixou novamente inalterado o preço oficial do dinheiro para a zona euro em 4 por cento a semana passada, face à persistência das incertezas quanto as reprercussões das turbulências nos mercados sobre o crescimento da economia.

    A entidade monetária tinha aumentado desde Dezembro de 2005 e até o passado mês de Agosto oito vezes as suas taxas directoras num quarto de ponto cada vez.

    As estatísticas mensais do BCE mostram ainda que a média ponderada dos depósitos à ordem para as entidades não financeiras subiu em Agosto seis pontos base, até 1,87 por cento, face ao mês anterior.

    A remuneração dos depósitos das famílias com preaviso de três meses situou-se em 2,53 por ciento, contra 2,45 por cento em Julho, enquanto a dos depósitos das famílias com maturidade superior a dois anos recuava para 2,65 por cento, em comparação com 2,86 por cento em Julho.
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