Crise financeira

Taxas crédito registam das maiores descidas anuais


 

Lusa / AO online   Economia   13 de Out de 2008, 21:36

As taxas de crédito interbancário Euribor e Libor registaram esta segunda-feira das maiores descidas do ano, reagindo positivamente aos anúncios de apoio dos governos europeus, através da prestação de garantias e injecções de capital.
A taxa interbancária Euribor, referência na zona euro, para empréstimos a uma semana desceu 26 pontos base, para 4,37 por cento, a maior descida do ano, segundo a Federação Europeia de Bancos.

    A taxa a seis meses, principal indexante do crédito hipotecário em Portugal, caiu 6,4 pontos base para 5,367 por cento e a taxa a três meses recuou 6,3 pontos base para os 5,318 por cento, a maior quebra desde 22 de Janeiro.

    Analistas financeiros contactados pela Lusa, não arriscam prever se esta descida é para continuar mas consideram “positivo” o sinal dado este fim-de-semana ao mercado pelos governos da Zona Euro.

    Em Londres, a taxa interbancária Libor para empréstimos a três meses em dólares recuou sete pontos base, para 4,75 por cento, a maior descida desde 17 de Março, segundo dados da Bloomberg.

    A taxa a um mês caiu para 4,56 por cento, enquanto a semanal desceu para 4,34 por cento.

    Os apoios de emergência dos governos europeus à banca somam um total de 1,7 biliões de euros, depois de a Holanda ter anunciado que vai garantir empréstimos interbancários num montante de 200 mil milhões de euros.

    Alemanha e França respondem pela maior parte do montante comprometido pelos governos europeus para tentar evitar o colapso do sistema financeiro global.

    Paralelamente, a contribuir para a descida, a Reserva Federal norte-americana anunciou que os bancos centrais de todo o mundo, incluindo os europeus, podem agora usar dólares em montante ilimitado nas suas operações de financiamento.

    "Juntas, as mais recentes medidas aumentam a possibilidade de que começaremos a assistir a um relaxamento dos intensos constrangimentos ao financiamento que preveleceram nos mercados interbancários e de papéis comerciais", afirmou Dominic Wilson, economista sénior da Goldman Sachs.

    "Os riscos de insolvência bancária deverão recuar, à medida que os governos oferecem protecção", refere o mesmo analista, em declarações à Bloomberg.

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