SPRA preocupado com desemprego na classe docente

SPRA  preocupado com desemprego na classe docente

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Set de 2011, 08:18

 O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) manifestou hoje preocupação com a situação do emprego dos docentes, esperando que as medidas impostas pela ‘troika’ não sejam aplicadas de “forma brutal” no arquipélago.

“Os cenários que estão a ser desenhados a nível nacional levam-nos a crer que o número de funcionários a passar a supranumerários, por exigência da ‘troika’, vai ser significativo, podendo atingir nos Açores valores superiores a 08 ou 10 por cento nos próximos três anos”, afirmou o presidente do SPRA, António Lucas, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a secretária regional da Educação.

António Lucas frisou esperar que “a autonomia funcione e o memorando da ‘troika’ não seja aplicado de forma tão brutal nos Açores”.

Nesta reunião, o sindicato apresentou ainda preocupações quanto “ao número de professores residentes contratados que não foram colocados este ano”, que ascendem a 407.

“Ficámos a saber que esta redução poderá repetir-se no próximo ano, não num número de professores tão elevado, mas com o argumento de que há um decréscimo do número de alunos”, afirmou António Lucas.

A secretária regional da Educação, Cláudia Cardoso, confirmou que “haverá reduções de contratações nos próximos anos”, acrescentando que “um estudo de projeções até 2017 assegura que haverá redução em todas as ilhas” dos alunos.

“A redução do número de contratações justifica-se pela redução do número de alunos, na ordem das 100 turmas, ou seja, 2.600 alunos”, frisou.

Cláudia Cardoso salientou, por outro lado, que “também terminou o par pedagógico nas turmas do programa Novas Oportunidades porque se concluiu que, em alguns casos, a situação até piorou”.

O presidente do SPRA contestou esta posição, alegando António Lucas que “duas pessoas são sempre melhor para fazer este tipo de trabalho”.

Relativamente aos professores de apoio, sindicato e governo concluíram que são suficientes e, em alguns estabelecimentos de ensino, há até um número superior ao que a legislação define.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.