Fusão BPI/BCP

Solução tem de passar pela defesa dos accionistas do BCP


 

Lusa / AO online   Economia   8 de Nov de 2007, 17:29

O presidente-executivo da EDP-Energias de Portugal, António Mexia, afirmou que qualquer solução para o BCP tem de defender de forma intransigente os interesses dos accionistas no curto e no longo prazo.
“Qualquer solução tem de defender de forma intransigente os interesses dos accionistas do BCP numa óptica de curto e de longo prazo”, afirmou o presidente-executivo da EDP na conferência de imprensa de apresentação dos resultados dos 9 meses.

A EDP detém directa e indirectamente uma participação de 4,5 por cento do Millennium BCP que, na terça-feira, iniciou negociações com o BPI para uma eventual fusão.

Os dois bancos anunciaram esta terça-feira o início de "conversações com vista a um eventual acordo de fusão dos dois bancos", depois de troca de correspondência iniciada a 25 de Outubro, quando o BPI avançou com uma primeira iniciativa.

O BCP rejeitou a proposta inicial feita pelo BPI a 25 de Outubro, e à qual tinha que responder até 15 de Novembro, considerando os termos "inadequados e inaceitáveis", mas aceitou iniciar conversações visando um acordo de fusão desde que "sem condições prévias".

António Mexia afirmou que o conselho de administração do BCP está agora a trabalhar “com base na orientação que recebeu do Conselho [Superior] onde estão representados os principais accionistas”, incluindo a EDP.

Disse também que a “prioridade absoluta” da EDP é maximizar o valor da participação que tem no Millenium BCP, razão pela qual pretende que o banco tenha condições “para criar valor”.

Defendeu que o dossier dever “ter a sobriedade necessária para ser tratado de forma profissional” e que o peso da posição accionista da EDP “será exercido no local próprio e no momento certo”.

António Mexia admitiu ainda que a fusão entre o BCP e o BPI pode criar valor.

“Se o pressuposto não fosse esse, não haveria troca de cartas entre os bancos”, concluiu.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.