Sócrates diz "não contribuir para a sucessão de episódios que não têm grande dignidade"


 

Lusa / AO online   Nacional   14 de Nov de 2009, 12:55

O primeiro-ministro José Sócrates recusou hoje comentar a notícia do "Expresso" em que o procurador-geral da República diz que se dependesse de si divulgaria as escutas do caso Face Oculta.

"Quanto a isso [manchete do Expresso] não tenho comentário nenhum a fazer e nem contribuo para essa sucessão de episódios que não têm grande dignidade nem contribuem para elevar a nossa vida pública", afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas durante a visita a uma escola em Lisboa.

Segundo o "Expresso", o procurador-geral da República terá vontade de divulgar o teor das escutas do processo Face Oculta admitindo ser impossível evitar as fugas de informação: "Se depender de mim, e se for possível, divulgo as escutas para isto acalmar", disse ao Expresso o PGR.

Segundo informações confirmadas pelo procurador-geral da República (PGR), o primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu nas escutas a Armando Vara no âmbito do processo Face Oculta, que investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

Entretanto, o PGR esclareceu que só "prestará declarações" sobre o assunto depois de analisar "elementos que solicitou à Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra e que ainda não recebeu".

O processo Face Oculta conta com 15 arguidos, incluindo o presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium/BCP.


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