Face Oculta

Sócrates diz esperar que se faça justiça

Sócrates diz esperar que se faça  justiça

 

Lusa/AO Online   Nacional   6 de Nov de 2009, 11:39

O primeiro-ministro afirmou hoje esperar que o desenvolvimento da investigação do processo "Face Oculta" se faça e que a justiça funcione e que se persiga a corrupção, caso tenha existido.

José Sócrates falava aos jornalistas no final do debate de dois dias do programa do Governo, na Assembleia da República, depois de ter sido interrogado sobre os mais recentes desenvolvimentos no processo "Face Oculta".

"O único desejo que um político deve expressar é que a justiça funcione e que se persiga a corrupção, se a houve. Aqueles que devem velar pelo cumprimento da lei, combatendo as ilegalidades e a corrupção, devem agir", declarou o primeiro-ministro.

Segundo Sócrates, neste momento, "é importante dizer que o poder político apoia as acções judiciais que naturalmente se desenvolvem para fazer aplicar a lei!".

"E a lei deve ser aplicada doa a quem doer. Espero que a investigação e o desenvolvimento do processo se faça, que a justiça funcione, que quem deve acusar que acuse e quem se deva defender se defenda e que os tribunais julguem", frisou o primeiro-ministro.

José Sócrates manifestou depois o seu "desejo que este processo se desenvolva de acordo com as regras da justiça".

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação "Face Oculta" em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo “Face Oculta”, segundo o presidente da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas.


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