O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) acusa a ANA/VINCI de ter adotado uma estratégia “puramente economicista”, e fala da insistência em reduzir os custos dos serviços de segurança e a quebra de protocolos com corporações locais dos Açores como fatores que terão contribuído para o clima de descontentamento que se vive agora entre os bombeiros de aeroporto.
A nota de imprensa enviada pelo sindicato alerta ainda para algumas consequências na segurança aeroportuária, e defende que “não se pode dissociar a segurança das pistas da dignidade e estabilidade profissional” dos trabalhadores responsáveis por esta função.
O SNPC recorda ainda que o bombeiros de aeroporto foram, no passado, funcionários do Estado e que, nessa altura, beneficiavam de mais estabilidade profissional.
Contudo, com os processos de privatização e subcontratação, muitos destes profissionais passaram, segundo a nota, a integrar empresas prestadoras de serviços, como a Falck e a ATM, ou a própria ANA.
Por isso, o sindicato contesta também a inexistência de uma carreira profissional e de um estatuto específico para estes trabalhadores.
“O SNPC contesta o facto de estes operacionais, (com treino altamente rigoroso em acidentes com aeronaves e matérias perigosas) estarem a ser tratados como trabalhadores indiferenciados, sem uma carreira profissional regulamentada, estatuto próprio ou salários indexados à elevada responsabilidade da função”, lê-se.
SNPC exige negociações
“O SNPC exige respeito, o cumprimento escrupuloso da lei e a abertura imediata de negociações sérias”, sublinha.
Nesse sentido, o sindicato diz que está disponível para participar na construção de soluções, mas rejeita que os trabalhadores sejam penalizados pelo conflito laboral que agora existe.
“O preço a pagar pela arrogância da ANA não será o sacrifício dos direitos dos trabalhadores, nem o desrespeito pela Lei, nem a Segurança Nacional”, afirma a SNPC.
No final do comunicado, a SNPC apela aos bombeiros que prestam serviço nos aeroportos nacionais para que juntem à organização sindical, e garante que estes trabalhadores “podem contar” com o sindicato na defesa dos seus direitos.
