"Estamos sempre totalmente empenhados em garantir a segurança desta nação em todos os aspetos", disse Meloni, em declarações à estação televisiva RAI, no dia em que se tornou a chefe do Governo com maior longevidade da história da República Italiana.
"Portanto, estamos a monitorizar tudo o que precisa de ser monitorizado. Há muitas coisas que nos preocupam, mas estamos a monitorizar todas elas", assegurou a primeira-ministra, depois de, na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro Antonio Tajani ter advertido que Moscovo poderá tentar influenciar o desfecho das eleições legislativas italianas do próximo ano.
O chefe da diplomacia italiana disse que não exclui “tentativas por parte da Federação Russa de interferir na vida democrática dos países da União Europeia, interferindo nas eleições democráticas livres, tentando influenciar a vontade do povo com esta atividade repreensível”, até porque há “precedentes”.
“Estou convencido de que isso pode acontecer, e é por isso que precisamos de intervir atempadamente. Temos de estar vigilantes, temos de impedir tais ações por parte de um país com o qual não estamos em guerra”, disse Tajani, sublinhando que há muito as autoridades italianas estão a preparar-se para esse eventual cenário.
Na quinta-feira, o Departamento de Informações para a Segurança (DIS) de Itália assegurou também que foram tomadas medidas para proteger as eleições legislativas de 2027, face a uma ameaça que, vincou, “diz respeito não só à Itália, mas a todos os países que realizarão eleições em 2026 e 2027”.
“Para o efeito, seguindo as recomendações do COPASIR (órgão parlamentar de supervisão dos serviços de informações), foi implementada uma série de medidas para proteger a liberdade do processo eleitoral democrático”, afirmou hoje Vittorio Rizzi, diretor-geral do DIS, o órgão central que coordena o sistema de inteligência e os serviços secretos da Itália.
