Sindicato dos Enfermeiros espera que Saúde nos Açores não tenha retrocessos com novo governante

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) Açores destacou hoje o "genuíno interesse" do secretário regional da Saúde "em resolver os problemas" do setor, alertando que a mudança de titular no cargo não se pode traduzir "em retrocessos".



O secretário regional da Saúde do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), Clélio Meneses, pediu a demissão do cargo, alegando “razões exclusivamente políticas” e “divergências insanáveis”, tendo o pedido sido aceite, segundo disse o próprio à agência Lusa, no sábado, e será substituído no cargo pela vice-presidente do PSD/Açores e médica de profissão Mónica Seidi.

Num comunicado de imprensa, enviado hoje, o Sindepor agradece "todo o esforço e contributos" que Clélio Meneses "deu para resolver os problemas" do Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores, "e, em particular, dos enfermeiros que trabalham no arquipélago".

O Sindepor realça o desempenho de Clélio Meneses que "atingiu elevada relevância", tendo em conta "a grande complexidade dos assuntos da área da Saúde".

"Nas diversas reuniões e encontros realizados, o Sindepor Açores sempre verificou por parte do então secretário Regional da Saúde e Desporto um genuíno interesse em resolver os problemas e entraves do SRS e dos enfermeiros. Fê-lo sempre de uma forma franca e honesta, sem truques na manga", lê-se no comunicado.

O Sindepor Açores garante que a nova secretária regional da Saúde "terá toda a colaboração" do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal para "ajudar a resolver os problemas do SRS", mas avisa que "não" irá permitir que a mudança de titular no cargo "se traduza em retrocessos nos acordos já assinados e nos processos negociais que praticamente já só faltava uma assinatura para colocar em ação".

O sindicato refere, em concreto, o acordo de fixação dos enfermeiros em ilhas açorianas (os futuros contratados e os que já são dos quadros), a valorização dos enfermeiros especialistas e a inclusão na bolsa dos enfermeiros especialistas da Região dos colegas que terminaram a sua especialização até 31 de maio de 2019.

Assinalam ainda a questão das progressões dos enfermeiros em funções públicas que "terminaram o triénio em 2019, 2020, 2021 e 2022 que, por questões jurídicas detetadas, estão suspensas", mas "ficou a promessa" de que, "até ao próximo dia 31 de Março, seriam resolvidas".

"A mudança de titular na Secretaria Regional de Saúde e Desporto não pode servir de desculpa para mais atrasos nesses processos, sob pena de a tão desejada paz social da enfermagem nos Açores ser posta em causa", alerta o sindicato.

O Sindepor Açores assegura ainda que "nunca será uma força de bloqueio".

"Pelo contrário, quer ser sempre parte da solução. O mesmo esperamos por parte do futuro secretário regional da Saúde e Desporto", refere o sindicato, no mesmo comunicado.


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