Sindicato denuncia discrepância no subsídio de alimentação

Sindicato denuncia discrepância no subsídio de alimentação

 

Luísa Couto   Regional   25 de Set de 2007, 21:59

Discrepâncias no valor do subsídio de alimentação e  ausência  de  progressão na carreira são apenas dois dos aspectos que os trabalhadores da indústria conserveira Cofaco esperam ver resolvidos a breve trecho.
Somam-se ainda reivindicações que se prendem com a inexistência de estratégias com vista à  qualificação profissional e com a discriminação entre homens e mulheres no que respeita à remuneração.

A denúncia parte do Sindicato dos Trabalhadores Agro-Alimentares da Região Autónoma dos Açores (SINTABA/Açores) e do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritório e Serviços dos Açores (SABCES/Açores) através de uma nota informativa enviada aos órgãos de comunicação social.

No documento, os sindicalistas mostram “profundo desagrado pela postura intransigente que a Cofaco, SA vem demonstrando na negociação da revisão dos acordos da empresa em vigor”.

Em declarações à Rádio Açores/TSF, Victor Silva do SABCES/Açores assume que os funcionários (tanto os sindicalizados como outros que não estão afectos  a qualquer estrutura sindical) estão dispostos a desenvolver esforços para que haja justiça no domínio do trabalho.

No que concerne à questão do pagamento do valor do subsídio de alimentação, o SABCES/Açores sustenta que existe uma  discrepância entre o montante que é pago aos trabalhadores de escritório e os restantes funcionários.

Segundo os sindicalistas esse subsídio é, actualmente, de  5,25 euros para os trabalhadores de escritório e de 2,90 euros para os trabalhadores de fabrico.

“Nós entendemos que essa situação não se justifica. Por isso propomos que o valor do subsídio de alimentação seja igual em toda a empresa”, reclama Vitor Silva.

Adianta ainda o sindicalista que nas situações relacionadas com a progressão na carreira profissional,  grande parte dos profissionais estão na categoria de manipuladores e não têm qualquer hipótese de progressão, o que faz com que “entrem na empresa como manipuladores e passados vinte anos mantêm-se na mesma categoria, cuja remuneração corresponde ao salário mínimo regional”.

O SINTABA e o SABCES constestam ainda o que dizem ser a discriminação em termos de remuneração entre homens e mulheres, com os primeiros a auferirem muito mais que os funcionários do sexo feminino.

Por tudo isso, os sindicalistas esperam da Cofaco abertura  para  negociações ainda esta semana.  Caso contrário, admitem, já para o próximo mês, a tomada de várias formas de luta, incluindo a greve.

O Açoriano Oriental contactou o administrador da Cofaco, Luís Tavares, com intuito de obter a posição da conserveira sobre as referidas reivindicações. Pelo facto  de estar ausente do país, remeteu qualquer esclarecimento para depois de se inteirar das pretensões dos sindicatos.
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