Sindicato da guarda preocupado com segurança nas prisões

O sindicato da guarda prisional manifestou a sua “profunda preocupação” com a segurança nas prisões e exigiu uma avaliação e medidas para alterar a situação, dois anos depois da fuga de cinco reclusos perigosos de Vale de Judeus



Em comunicado, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) criticou a “ausência de medidas estruturais que garantam a segurança e integridade do sistema prisional português”, exigindo das entidades competentes “uma avaliação imediata e transparente” sobre o estado das prisões e “um plano de ação concreto e célere para a correção” das deficiências existentes.

“Passam hoje dois anos sobre a fuga no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus. Apesar do tempo decorrido e da gravidade do incidente, o cenário de vulnerabilidade que permitiu a ocorrência permanece inalterado”, indicou.

Cinco reclusos, dois portugueses e três estrangeiros, fugiram da prisão de Vale de Judeus a 7 de setembro de 2024, quando cumpriam penas entre os sete e os 25 anos de prisão por tráfico de droga, associação criminosa, roubo, sequestro e branqueamento, entre outros crimes. Todos os presos foram posteriormente recapturados.

Segundo o sindicato, pontos fracos da segurança daquela prisão na altura “continuam sem resposta”, como a “inoperância das torres de vigilância” e a “vulnerabilidade dos pátios”.

“A manutenção deste ‘status quo’ demonstra uma falha na gestão e na implementação de estratégias de prevenção adequadas”, assinalou.

O SNCGP insistiu que a segurança das prisões é essencial para que os reclusos cumpram as suas penas e a comunidade seja salvaguardada, adiantando que “a inércia observada (…) perpetua um clima de instabilidade que não pode continuar a ser tolerado”.


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