Silva Pereira "percebe mal" convergências à esquerda defendidas por Manuel Alegre

 Silva Pereira "percebe mal" convergências à esquerda defendidas por Manuel Alegre

 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Dez de 2008, 13:58

O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, afirmou hoje "perceber mal" a criação de convergências à esquerda defendida por Manuel Alegre, salientando que isso "não é pensável sem as forças maiores da esquerda portuguesa".
    "Percebo mal a ideia de haver uma convergências das esquerdas contra a esquerda, particularmente contra o Partido Socialista (PS) que está no Governo", afirmou, acrescentando que "a ideia das esquerdas se juntarem convergindo para combater ou para contrariar a direita faria mais sentido".

    Pedro Silva Pereira reagia assim, à margem da assinatura de um protocolo com a Câmara de Matosinhos, à ideia defendida domingo pelo deputado socialista Manuel Alegre de criação de uma "alternativa de poder" de esquerda que "vá a votos".

    Durante a sessão de encerramento do fórum "Democracia e serviços públicos", em Lisboa, patrocinado por si, pelo Bloco de Esquerda, renovadores comunistas e independentes, Alegre fez a defesa das convergências à esquerda, "mais difíceis de construir".

    Para o ministro da Presidência, não é, contudo, "pensável uma convergência das esquerdas sem as forças maiores da esquerda portuguesa e, sobretudo, sem um projecto de construção de alguma coisa de positivo que não seja apenas um projecto contra a força maior da esquerda democrática portuguesa".

    Questionado sobre se teme que a iniciativa retire votos ao PS, Pedro Silva Pereira disse não fazer "esses cálculos", salientando que "a preocupação [do PS] neste momento é governar e enfrentar os problemas do país".

    Relativamente à posição de Manuel Alegre no partido, o ministro afirmou que "faz parte do PS, é deputado, é vice-presidente da Assembleia da República pelo PS e a sua casa natural é o PS".

    "Mas ele julgará", acrescentou.


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