Segunda mão da final da Taça Libertadores adiada para nova data


 

Lusa/Ao online   Futebol   25 de Nov de 2018, 20:32

O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL), Alejandro Domínguez, anunciou este domingo a suspensão da segunda mão da Taça Libertadores, com os presidentes de River Plate e Boca a agendarem uma reunião para encontrar nova data.

“As equipas não estão em igualdade de condições. A final será reprogramada”, disse o dirigente da CONMEBOL, em declarações aos jornalistas, garantindo que os presidentes dos dois emblemas “vão viajar para Assunção para reagendar o jogo”.

Segundo adiantou Domínguez, o jogo não poderá ser disputado durante a semana devido à Cimeira do G20, que vai decorrer em Buenos Aires, depois de o Boca ter hoje pedido o adiamento do encontro e a aplicação de sanções ao River na sequência do ataque ao autocarro, no sábado.

“Depois dos atos de violência sofridos nas imediações do estádio, e de ter constatado a magnitude e gravidade dos mesmos, e as consequências que se deram no plantel, o Boca considera que as condições não estão reunidas e solicita a suspensão do jogo, assim como a aplicação das sanções correspondentes”, pode ler-se num comunicado do emblema de Buenos Aires.

O jogo estava previsto para sábado pelas 17:00 locais (20:00 em Lisboa), mas foi adiado duas vezes para horas posteriores, antes de passar para as 17:00 (20:00) de hoje, depois do ataque ao autocarro do Boca, a caminho do estádio Monumental, palco da segunda mão da final da ‘Champions’ sul-americana.

O dispositivo de segurança foi hoje reforçado para garantir que não se repitam os ataques, que levaram ao arremesso de pedras e ao uso de gás lacrimogéneo pela polícia, o que acabou por magoar vários jogadores.

Segundo informaram fontes policiais à EFE, foram detidas 29 pessoas na sequência dos incidentes, mas as investigações aos distúrbios causados em torno do jogo continuam.

O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol, Alejandro Domínguez, anunciou no sábado o adiamento, dizendo que não consegue “explicar o inexplicável”, depois de o avançado do Boca Carlos Tévez ter dito, antes do anúncio do adiamento para domingo, que os jogadores estavam a ser “obrigados a jogar”.

Vários jogadores do Boca ficaram feridos, por serem sido atingidos por vidros ou devido ao uso de gás lacrimogéneo por parte da polícia, com o capitão Pablo Pérez a ter de ser assistido no hospital, antes de regressar ao estádio, com uma pala a proteger o olho esquerdo.

No primeiro jogo, em casa do Boca, registou-se um empate a duas bolas, depois de a partida ter sido adiada um dia devido à chuva forte que alagou o relvado do estádio La Bombonera.



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