Secundária da Lagoa modelo no país


 

Rita Vasconcelos Rebelo   Regional   23 de Set de 2007, 20:34

O projecto "Escola Digital" chegou há um ano à Escola Secundária da Lagoa que se prepara para dar o último passo: a criação de uma plataforma digital que permitirá colocar o estabelecimento de ensino em rede com os professores, alunos e encarregados de educação, através da Internet.

 

O objectivo do projecto "Escola em Rede" passa por proporcionar a toda a comunidade educativa um contacto e interacção com o estabelecimento através da sua página, em qualquer momento e para vários fins, desde a simples consulta de um horário, passando pelo acesso a materiais que permitam a consolidação dos conhecimentos, de acordo com a directora do conselho executivo, Graça Almeida.

A página da escola permitirá o acesso ao "Espaço Net" que se subdivide em três áreas: a sala de estudo (destinado aos utentes registados, alunos, professores e outros), a que acrescem mais dois espaços disponíveis aos docentes como a sala de professores e substituições.

Trata-se de um projecto que a directora do conselho executivo da Escola Secundária da Lagoa abraça com entusiasmo.

Nesta altura foram investidos mais de 90 mil euros só em quadros interactivos, tirando computadores e videoprojectores, que preenchem as 63 salas de aula.

Equipamento este que traduz um novo modelo de aprendizagem mais apelativo, permitindo colocar em rede não só as salas de aula dentro da mesma escola como com outras escolas digitais do arquipélago e do continente.

O investimento em equipamento e formação do corpo docente da escola está feito, agora só falta mesmo reorganizar o "Espaço Net" com a Microsoft para completar o processo, adianta Graça Almeida ao Açoriano Oriental.

Alunos e professores receptivos

A prioridade concentra-se na utilização das novas tecnologias. E não basta ter os equipamentos, requere-se uma maior interactividade. E professores abertos à inovação.

Nesta fase, a directora do conselho executivo admite que os estudantes estão muito mais receptivos ao visual e a taxa de abandono escolar tem vindo a reduzir substancialmente.

Daí que acredite que o método de ensino está no caminho certo.

"Há cinco anos – altura em que o estabelecimento de ensino abriu as portas – a taxa de abandono escolar pontuava-se nos 15 por cento. Hoje, é de três por cento. E o número de alunos mantém-se nos 930 há uns anos para cá", afirma.

E não foi difícil convencer o corpo docente a aderir às novas tecnologias e a reinventar as aulas. Bem pelo contrário. Segundo Graça Almeida, "assiste-se a uma grande receptividade por parte dos professores que admitem que com o novo modelo, a participação e disciplina dos alunos, veio melhorar".

Que o diga Filipa Botelho, professora de Físico-Química há três anos.

Com a entrada dos quadros interactivos nas salas de aula, a docente confirma que a motivação dos jovens estudantes aumentou, a par da sua disciplina.

De acordo com a docente, "o novo método implicou uma alteração substancial do ensino, que valeu a pena".

Embora durante o curso universitário não tenha aprendido a utilizar as novas tecnologias, cedo sentiu a necessidade de captar a atenção dos alunos e sabia que a resposta estava precisamente aí. "Nunca pensei que os métodos de ensino evoluíssem tão rápido. Desde que me formei até hoje foram três anos de grandes mudanças", termina.

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