Sarkozy apresenta menor índice de popularidade

Sarkozy apresenta menor índice de popularidade

 

Lusa/AO Online   Internacional   6 de Nov de 2009, 14:25

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, actualmente a meio do mandato, apresenta o menor índice de popularidade e surge como um candidato que pode ser vencido em 2012, indica uma sondagem hoje divulgada.

Um inquérito do instituto CSA indica que Nicolas Sarkozy perderia, com 49 por cento dos votos, numa segunda volta de eleições presidenciais contra o director do Fundo Monetário Internacional (FMI), o socialista francês Dominique Strauss-Kahn, que obteria 51 por cento dos votos.

Em contrapartida, Nicolas Sarkozy seria o vencedor nas outras cinco hipóteses de segundas voltas conideradas pelo instituto.

A sondagem indica que Sarkozy venceria à segunda volta contra o centrista François Bayrou, com 51 por cento dos votos, contra a dirigente socialista Martine Aubry, com 53 por cento dos votos, e contra a ex-adversária socialista Segolene Royal, com 55 por cento dos votos.

Uma outra sondagem, do instituto Ifop para a revista Paris Match, divulgada quinta-feira, demonstra que o índice de aprovação do chefe de Estado francês caiu seis pontos para 39 por cento em Novembro face ao mês anterior, ou seja o “pior resultado” desde que foi eleito em Maio de 2007.

Esta sondagem indica ainda que 63 por cento das pessoas interrogadas afirmam-se descontentes com a actuação do presidente.

Sarkozy “nunca tinha descido o nível de aprovação abaixo de 41 por cento”, salienta ainda o instituto Ifop.

Comentando as sondagens, o líder parlamentar dos deputados socialistas, Jean-Marc Ayrault, referiu imediatamente que o “mito de um Sarkozy invencível em 2012” tinha caído e que portanto a partir de agora era “batível”.

Eleito a 06 de Maio de 2007 com uma confortável percentagem de 53 por cento dos votos, aquele que prometia ser o “presidente do poder de compra” e chegar ao “pleno emprego” conclui a primeira metade do mandato de cinco anos com a taxa de desemprego em cerca de 10 por cento, com uma retoma da economia tímida e com a dívida pública a aumentar.

A luta contra o desemprego devia ser a prioridade da segunda metade do mandato para uma grande parte dos franceses, 82 por cento, seguida da melhoria do poder de compra, 66 por cento, segundo uma outra sondagem realizada para o Canal+.


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