Açoriano Oriental
Requalificado marco geodésico da Montanha do Pico

A Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas anunciou que concluiu, recentemente, a intervenção de requalificação do marco geodésico do “Piquinho”, na Reserva Natural da Montanha do Pico.


Autor: AO online

De acordo com o secretário regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Alonso Miguel, a intervenção de requalificação do marco geodésico do “Piquinho”, cujo projeto foi apresentado, em março deste ano, em reunião do Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, “teve por objetivo melhorar as condições de segurança do local, fomentar a melhoria paisagística do ponto mais alto de Portugal e dignificar a Reserva Natural da Montanha do Pico”.

Alonso Miguel explica que a Montanha do Pico se caracteriza por um estratovulcão, elevado a 2351 metros acima do nível do mar, que suporta ‘habitats’ alpinos e subalpinos, onde se encontram diversas espécies de flora protegida.

Esta área protegida, com cerca de 1341 hectares, integrada no Parque Natural da Ilha do Pico, abrange a Zona Especial de Conservação da Montanha do Pico, Prainha e Caveiro, no âmbito da Rede Natura 2000, e é um Geossítio prioritário de relevância internacional do Geoparque Açores – Geoparque Mundial da UNESCO.

“Trata-se de um património natural ímpar, com reconhecido valor paisagístico, ecológico e cultural, alvo de enorme procura turística, que necessita ser protegido, disciplinando o acesso e controlando a visitação, no sentido de respeitar a sua capacidade de carga, mas que merece também ser dignificado, pelo que se considerou relevante requalificar o marco geodésico do ‘Piquinho’, que se encontrava em avançado estado de degradação, garantindo simultaneamente melhores condições de segurança aos visitantes”, acrescentou o governante.

O governantel frisou que a requalificação consistiu numa intervenção minimalista, mantendo a sua função primordial em matéria de geodesia e cartografia, que incluiu a construção de um novo marco geodésico, bem como da base onde este assenta.

Respeitando as atuais regras de geodesia, o novo marco geodésico assume agora um formato cónico, mais adequado às condições meteorológicas extremas que se verificam frequentemente no topo da montanha, tendo sido adicionados alguns elementos de referência, como uma rosa dos ventos na sua base ou elementos que classificam ou descrevem o local.

Alonso Miguel salienta que “a operação representa o culminar de um extenso processo de planeamento e coordenação, por parte da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, que contou com a prestimosa e indispensável colaboração da Força Aérea Portuguesa para o transporte de materiais e equipamentos necessários à realização desta obra, que foram depositados na zona oeste da Cratera e, posteriormente, transportados manualmente até ao topo do ‘Piquinho’”.

“Este marco geodésico não era alvo de requalificações desde 1995, dadas as dificuldades de transporte de materiais e equipamentos até ao local, mas, graças ao sentido de missão, ética de trabalho e  excecional preparação física e técnica de uma vasta equipa envolvida, composta por operacionais e técnicos da Secretaria Regional, por elementos da Equipa de Resgate da Montanha e da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Madalena, bem como por membros da Associação de Guias de Montanha dos Açores, e, beneficiando da condições meteorológicas favoráveis, a operação foi concretizada com sucesso”, acrescentou.

O governante realçou ainda que para além de toda a logística no planeamento e preparação, a execução desta intervenção implicou uma significativa articulação de meios, para efeitos do transporte de materiais e equipamentos, com a colocação de equipas em diferentes locais, nomeadamente com seis elementos no aeroporto da Ilha do Pico e 25 elementos na montanha, que pernoitaram duas noites na cratera para a concretização deste projeto, contando ainda com a colaboração de sete elementos da equipa de resgate e de vários guias de montanha.

Alonso Miguel referiu também que “felizmente, foi possível contar com a participação especial da Esquadra 752 ‘Fénix’, da Base Aérea nº 4 da Força Aérea Portuguesa, com recurso ao meio aéreo EH-101 Merlin, que permitiu executar as operações logísticas de transporte de materiais e equipamentos até à zona oeste da cratera da Montanha do Pico, evidenciando um elevado nível de competência e profissionalismo da tripulação responsável, tendo em conta as dificuldades inerentes à altitude e as especificidades do terreno envolvente”.

O Secretário Regional frisou que no decorrer desta operação, foi ainda possível transportar diversos materiais e equipamentos eletrónicos com destino ao observatório da Universidade dos Açores, estação de investigação instalada na Cratera da Montanha, bem como retirar, na descida, resíduos e material obsoleto acumulados ao longo de décadas nessa estação, para além de ter sido assegurada a remoção de todos os resíduos resultantes da intervenção de requalificação do marco geodésico.

Alonso Miguel, que integrou a equipa de trabalho em todo a operação no topo da montanha, fazendo-se acompanhar do Diretor Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, Emanuel Barcelos, responsável pela manutenção da rede geodésica regional, concluiu reconhecendo que se tratou de uma missão exigente e complexa, cuja conclusão com sucesso concretizou uma ambição do XIII Governo Regional dos Açores, que veio valorizar ainda mais a Reserva Natural da Montanha do Pico, dando também um importante contributo em termos de investigação, monitorização ambiental e desenvolvimento científico.

O governante realçou ainda que, para além de toda a logística no planeamento e preparação, a execução desta intervenção implicou uma significativa articulação de meios, para efeitos do transporte de materiais e equipamentos, com a colocação de equipas em diferentes locais, nomeadamente com seis elementos no aeroporto da Ilha do Pico e 25 elementos na montanha, que pernoitaram duas noites na cratera para a concretização deste projeto, contando ainda com a colaboração de sete elementos da equipa de resgate e de vários guias de montanha. Posteriormente, foi realizada uma nova subida de uma equipa composta por oito elementos, coordenada pela Diretora do Serviço de Ambiente e Alterações Climáticas do Pico, Vanda Serpa, para realização dos trabalhos de acabamento e pintura do marco geodésico.

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