Reprovação do OE não é boa para o país diz líder parlamentar do PS


 

Lusa/AO On line   Nacional   18 de Set de 2010, 11:54

O líder parlamentar do PS advertiu hoje que a reprovação do Orçamento para 2011 lançará Portugal “longos meses num pântano” e sustentou que a defesa do Estado social exigirá a concentração de votos da esquerda nos socialistas.

Revisão constitucional e Orçamento do Estado para 2011 foram os dois temas centrais da intervenção feita por Francisco Assis numa sessão promovida pelas concelhias socialistas de Odivelas e Vila Franca de Xira.

No ponto referente ao Orçamento para o próximo ano, Assis referiu que os socialistas “estão abertos a discutir com serenidade” a proposta que será apresentada pelo Governo.

“Havendo uma impossibilidade constitucional de convocação de eleições antecipadas, uma não aprovação do Orçamento do Estado para 2011 poderá lançar Portugal num verdadeiro pântano ao longo de vários meses”, avisou.

Para Francisco Assis, como no próximo ano não haverá qualquer mudança em termos de linha política, económica e financeira por parte do Governo, “também não existem razões sérias invocáveis para que o Orçamento de 2011 não seja viabilizado”.

“O Orçamento do Estado para 2011 terá de respeitar os compromissos assumidos por Portugal no plano europeu. Espero que alguns ténues sinais dados pelo PSD esta semana se consolidem nas próximas semanas”, disse.

No que respeita à revisão constitucional, o presidente do Grupo Parlamentar do PS sustentou que o PSD “sabia de antemão que as suas propostas nunca seriam aceites” pelos socialistas e o que verdadeiramente apresentou na Assembleia da República “foi um verdadeiro programa de Governo”.

“Nos próximos anos, a luta política central será entre a ideia do PS de reforma do Estado social, mantendo os seus princípios básicos, e a ideia do PSD de desmantelamento do Estado social. Temos de falar para o eleitorado que votou à nossa esquerda e explicar que só se poderá sair vitorioso deste combate se houver concentração de votos no PS”, sustentou Assis.

Neste contexto, o líder parlamentar do PS lamentou que a existência em Portugal “de uma extrema esquerda radical, mas ultra conservadora, impedindo qualquer reforma, também ajuda a deslegitimar o Estado social”.

“O Estado social vai ser a disputa nuclear nos próximos anos”, insistiu Assis, dizendo que o PSD, liderado pró Pedro Passos Coelho, “quis mostrar que é um partido novo, radicalmente liberal na economia e na sociedade”.

 


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