Ensino superior

Reitor da Moderna garante que projecto académico "está impecável"


 

Lusa/AOonline   Nacional   6 de Out de 2008, 12:21

O reitor da Universidade Moderna (UM), Leopoldo Guimarães, garantiu que o projecto académico da instituição encerrada sexta-feira pelo Governo "está impecável" e chamou a atenção para a "situação dramática" em que ficam muito alunos, professores e funcionários.
Leopoldo Guimarães recusou-se a fazer comentários sobre a parte financeira da UM, mas considera que "o projecto académico da universidade está impecável, com cursos apoiados por doutores e todos os requisitos exigidos totalmente preenchidos".

    "E eu sei do que falo. Tenho uma experiência de quatro décadas e sei muito melhor o que estou a dizer do que muita gente que pulula pelo ministério", afirmou.

    Leopoldo Guimarães, ex-reitor da Universidade Nova de Lisboa e reitor da Moderna desde o início do corrente ano, critica ainda a altura em que foi anunciada a decisão, no início de um ano académico, e chamou a atenção para "dramas humanos da maior importância".

    "Falo de alunos, de alguns professores e de funcionários administrativos que após esta decisão do Ministério ficam sem saber o que fazer das suas vidas", disse.

    O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, ordenou sexta-feira o encerramento compulsivo das Universidades Moderna e Internacional por "falta de viabilidade económico-financeira".

    Mariano Gago decretou o "encerramento compulsivo imediato" da Universidade Moderna (UM) de Lisboa e dos cursos que a entidade gestora, a Dinensino, tem em funcionamento em Beja e Setúbal, considerando que a instituição se encontra "em falência técnica".

    Em conferência de imprensa, o ministro disse que os estudantes que "estiverem inscritos na UM de Lisboa e nos cursos ministrados em Beja e Setúbal até ao ano lectivo de 2007-2008" poderão "concluir os seus estudos noutros estabelecimentos de ensino superior públicos ou privados", através do "recurso aos mecanismos legais de mudança de curso e de transferência".

    Mariano Gago também ordenou sexta-feira o encerramento compulsivo da Universidade Internacional (UI) de Lisboa, da Figueira da Foz e do Instituto Superior Politécnico, também em Lisboa, mas a decisão é "provisória", podendo a Sociedade Internacional de Promoção de Ensino e Cultura (SIPEC), entidade gestora, ainda recorrer.

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