Reitor da Cássica quer criar universidade de prestígio internacional com a Técnica


 

Lusa   Nacional   25 de Nov de 2011, 16:19

O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, garantiu hoje estar a trabalhar com a Universidade Técnica para criar na capital uma universidade de “grande nível e prestígio” internacional.

“Abrimos a universidade à sociedade, com responsabilidade e exigência, mas o que nos move é a ambição de ter em Lisboa uma universidade de grande nível e prestígio internacional. É para isso que a Clássica e a Técnica têm vindo a trabalhar em conjunto”, afirmou o reitor durante a cerimónia de abertura do ano académico.

De acordo com Sampaio da Nóvoa, “a generosidade” das instituições que aceitam fazer este caminho, saindo das suas próprias fronteiras para se juntarem, “para unirem esforços na criação de uma ideia nova”, de uma nova universidade, “merece o apoio dos portugueses”.

O responsável pela Universidade de Lisboa considera que as duas instituições estão, com este gesto, a dar “um sinal de mudança” ao país.

Nóvoa afirmou que está a ser cumprido integramente o Contrato de Confiança celebrado com o anterior Governo, através da formação superior de mais estudantes e do reforço da aposta na ciência, conseguindo “cada vez mais receitas próprias”.

O reitor recordou que estão a viver-se “tempos difíceis, estranhos e incertos”, fazendo os portugueses hesitar entre “a vontade de manter o ânimo, a revolta e a determinação”.

Disse mesmo que o centenário da Universidade de Lisboa coincidiu com “um ano negro” para Portugal e para a Europa.

“Hoje sinto-me ateniense e grego e não cidadão ´´deste´´ mundo, um mundo de manajeiros, de tecnocratas sem rosto, de ´´mãos invisíveis´´ que ninguém controla”, afirmou.

Para Nóvoa, um Portugal não-europeu é “uma narrativa sem sentido”.

O reitor considerou que num momento em que a Europa “perdeu o Norte”, é preciso que “não perca também o Sul”.

“O nosso contributo maior passa pela construção de universidades que inscrevam o conhecimento e a ciência no coração do projeto europeu”, defendeu.

Segundo Sampaio da Nóvoa, as instituições de Ensino Superior, com os seus 20 milhões de estudantes, têm de ser “uma peça central” na definição da Europa.

“Agora que estamos perante a primeira grande rutura do século XXI, quando a rapidez das decisões esmaga o tempo humano da compreensão (…) precisamos, mais do que nunca, de reforçar a democracia”, defendeu.

António Sampaio da Nóvoa referiu ainda que existem mais de 150 milhões de estudantes do Ensino Superior no mundo, uma realidade que “sem precedentes” na história da Humanidade, que deve ser colocada ao serviço da paz, da liberdade, da ciência e do conhecimento.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.