Açoriano Oriental
Congresso 'Envelhecimento(s)'
Reforma deve ser planificada para evitar depressões
O processo de envelhecimento necessita de uma aprendizagem para evitar que a chegada da reforma conduza a depressões, defendeu hoje, em Ponta Delgada, Teresa Medeiros, pró-reitora para a Formação ao Longo da Vida da Universidade dos Açores.
Reforma deve ser planificada para evitar depressões

Autor: Lusa / AO online
"Todas as pessoas que vão para a reforma sem a planificarem e sem terem um projecto de vida, facilmente deprimem, ficam com sintomas psicossomáticos e com isolamento social", disse Teresa Medeiros aos jornalistas à margem do II Congresso Internacional 'Envelhecimento(s)'.

O encontro é promovido pela Universidade dos Açores no âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida, um ciclo de formação que a academia açoriana promove desde há seis anos e que já envolveu cerca de 1.500 alunos séniores.

"Este programa permite evitar sintomas negativos da reforma, porque as pessoas continuam a adquirir e a aprofundar conhecimentos e, simultaneamente, encontram na universidade um grupo de colegas com os mesmos objectivos", frisou Teresa Medeiros.

A Universidade dos Açores foi pioneira, entre as universidades públicas portuguesas, na criação de um programa com alunos seniores, que não tem pré-requisitos académicos e permite aos alunos escolher entre 10 a 12 ofertas formativas.

No quadro deste programa, os alunos séniores frequentam também seminários e conferências ao longo do ano, dispondo ainda de espaços de dança, coro, ioga e teatro.

Para Teresa Medeiros, "não basta criar lares". É preciso "programas activos de promoção do envelhecimento saudável".

Na abertura do congresso, a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, revelou que estão actualmente a ser apoiados na região cerca de 22 mil idosos, salientando que, "nos últimos 12 anos, quase triplicaram as pessoas abrangidas pelas respostas da acção social".

Ao nível das respostas para a terceira idade, existem nos Açores 40 serviços de apoio ao domicílio, 13 centros de dia, 129 centros de convívio e quatro unidades de cuidados continuados.

"O governo tem privilegiado a construção de equipamentos especializados de intervenção junto dos idosos e reforçado o apoio social e os cuidados médicos, actuando numa lógica de proximidade", afirmou Ana Paula Marques.

Na actual legislatura, segundo a secretária regional, vai ser feita uma avaliação das respostas existentes, com o objectivo de acrescentar factores de diferenciação positiva e de especialização de respostas para os idosos que tenham associados processos de demência.

O congresso sobre o processo de envelhecimento decorre até sábado, contando com a participação de especialistas de escolas de enfermagem e de universidades de Portugal, EUA, Áustria e Canárias.
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