Eleições Legislativas 2019

"Redução de 200 euros nas propinas foi conquista do BE"

"Redução de 200 euros nas propinas foi conquista do BE"

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   25 de Set de 2019, 11:22

António Lima assinalou a redução das propinas do ensino superior em 200 euros como uma das conquistas do Bloco de Esquerda na atual legislatura, e apontou o objetivo do BE de acabar com as propinas para licenciaturas e mestrados ao longo dos próximos quatro anos.

Numa reunião com a Associação Académica da Universidade dos Açores, o candidato do BE à Assembleia da República, defendeu o investimento em mais habitação para estudantes a preços acessíveis e a implementação do passe social Sub 23 nos Açores, a única região do país onde a medida ainda não foi aplicada.


“Este ano letivo é marcado pelo facto de, pela primeira vez, haver uma redução de propinas no ensino superior. Esta redução de 200 euros foi uma proposta do Bloco de Esquerda que faz, sem dúvida, a diferença no orçamento das famílias e no orçamento dos estudantes”, disse António Lima, citado em comunicado.


O candidato do BE refere que este é um caminho para continuar: “o programa nacional do BE propõe uma redução contínua para que, em quatro anos, se chegue ao fim das propinas para licenciaturas e mestrados”. O financiamento das universidades deve ser feito pelo Orçamento de Estado, como aliás, acontece em muitos outros países.


A falta de oferta de alojamento para estudantes é um assunto que preocupa o candidato do Bloco de Esquerda: “Os preços estão muito elevados, em Ponta Delgada, por exemplo, é muito difícil encontrar um quarto a menos de 200 euros por mês”.


Por isso, uma vez que as residências universitárias não conseguem dar resposta à procura, o BE propõe a reabilitação de edifícios em Ponta Delgada e em Angra do Heroísmo com vista ao arrendamento a preços acessíveis para estudantes.


No que diz respeito ao passe social Sub 23, António Lima não compreende porque é que esta medida ainda não foi aplicada nos Açores. Os estudantes universitários que estão nos Açores são únicos do país que não têm acesso a este desconto nos transportes públicos. É necessário envolver “o Governo Regional e as empresas regionais que têm a concessão do transporte coletivo” para resolver este problema.



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